Posted on March 1st, 2010 by pedrovski
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acorda meu amigo, deus tem algo para te dizer… mudanças aparecem, apanha e faz-te homem!
a luz não brilha até seres um homem, engole e tudo e explode o teu sentido de humor. faz cara séria e não chores a tua tragédia. tudo funciona na perfeição, e tudo está no caminho certo se tu souberes manter-te erecto nessa linha.
tens de subir todas as montanhas e ser o mais bravo do monte. engole o vento e o fogo, torna-te imperceptível na sombra e candeeiro na escuridão. caminha com certezas e distinção. faz do mundo tu, teu, só tu conquistas o mundo, só tu és dono do mundo!
tudo porque lá bem no fundo não vales nada nem o mundo que vendes! o raio parta o teu inferno, e que se fodam as tuas normas!
Posted on February 24th, 2010 by pedrovski
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a ilha que ás vezes esqueço
saiu às televisões
onde nem reconheci os sítios onde pousei os pés
onde
horas e horas conversei na inocência da idade
sobre um mundo injusto!
natureza cega afundou o alvo errado!
porque os do topo regozijam-se com o dinheiro
vindo para salvar novas construções!
na desgraça os porcos
vêem a oportunidade para sacar mais!
as vítimas nem sabem porque se construiu em cima do caminho das ribeiras, alias nunca souberam porquê que a natureza se tornou tão cruel naquele dia.
paga o justo pelo pecador?
Posted on February 24th, 2010 by pedrovski
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fantasmas fogem com medo
e o céu arde em perdão!
o destino é arbitrário!
ou a moral é demasiado abstracta…
percebe-se as leis do mundo pela injustiça!
a natureza varre tudo sem perdão…
fui do topo
para apenas descobrir que serve nada
a obediência serve de funeral
ao sonho
e a subversão é a única maneira genuína
de viver com tanta merda
no entanto não alimenta o coração!
Posted on February 20th, 2010 by pedrovski
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o inferno vive da terra
quero mais,
quero muito para mim
o inferno é a terra,
quero tudo para mim
responde-me meu alimento
tiro-te o ar dos pulmões
o novo mundo virá ao som desse aperto
está tudo em guerra,
está tudo a clamar vitória
não há espaço para tanto ego
então aprendo subtilmente a matar
amo o meu retrato
jamais partilhar,
comes do outro prato!

Posted on February 18th, 2010 by pedrovski
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eu tenho uma casa dentro duma rocha. um sítio onde sinto-me seguro e sozinho. e nessa casa que construí para mim há pouco lugar para sonhar e para desaparecer de mim.
na frente da minha casa tenho um árvore da minha idade e seus ramos espelham a minha vida que se espalha em pequenos montes de vitória. tenho saudades de pular de alegria porque consegui algo inacreditável. tenho saudades da surpresa, quer ser surpreendido por alguém, por algo da vida… quero viver caramba!

Posted on February 12th, 2010 by pedrovski
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que lindos passáros a fazer o ninho, lembram-se de amar seus filhos.
Posted on February 5th, 2010 by pedrovski
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viste? escrevi o meu nome do avesso e peguei em tudo que sentia e escrevi em forma de poema! tu sabes o que sinto? sabes, não sabes? tudo está a desaparecer não está? não tem forma de ser como eu quero? o mundo não é como eu desejo? o desejo muda o mundo? que ficará de mim? enlouquece um pouco e vê-me noutro sentido escrito, eu escrevo o meu nome de várias formas, respeitas e consegues tocar minha mão?
virei pirâmide a caminho de casa e escrevi um canção. estava na ponta da pirâmide e sorri para minha condição! quando coloquei um dos pés fora a tentar calcar o ar descobri que a gravidade existia. nada a dizer da queda, foi um sinal de vida, as lágrimas correram e viraram vapor. eu costumo transpirar o passado de forma mais que adequada, mas agora não percebo, nem quero mais entender de pirâmides, e deixei de ter rumos a temer. no entanto tudo se torna demasiado real… então decidi escrever isto para descrever o quanto real tudo não é; há algo neste velho coração a palpitar e a pedir outro desígnio…
talvez circular…
Posted on January 31st, 2010 by pedrovski
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cordeiro do senhor, fui desempenhando o seu papel sem fome, queria um dia ser como deus. matei-me no dia seguinte perante a televisão… dentro, nada vai mudar o mundo, apaga-me do mundo.
Posted on January 29th, 2010 by pedrovski
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a mente está clara, o vento chamou outro dia. o tempo ditou que a guerra terminasse e agora estou num mistério em que todo o futuro está interdito, escuro mas desejado, sensual.
as certezas formam-se num bolo maior que as minhas mãos, desejo a inocência infantil de nunca ter tocado na subtileza dos sentimentos e da vida. tudo no passado agora parece-me iluminado e me traz uma segurança impermeável, mas a virgindade da vida é tão doce…
deixa-me que quero que tudo voe e comece de novo e que venha de novo uma dor, um prazer, um encontro diferente, uma vida sem o pano do palco. deixa tudo começar de novo, deixa vir esta nova vida que me envenene, me acorde, me atire ao chão e me leve ao céu!
gostava deste vez de levantar o véu e descobrir e descobrir e descobrir…
lá fora vivem numa avareza sem fim, não preciso disso para ser livre, descobre-se com o tempo que os sonhos são mais reais que as ordens do mundo, e descobre-se com o tempo que todas as certezas derrubam-se com um bater de palmas… não te zangues comigo vizinho meu, mas sigo agora sem ti…
Posted on January 25th, 2010 by pedrovski
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quando se chega o comboio atravessamos a ponte e sente-se a cidade com as suas casinhas pequenas coloridas e o rio majestoso a apanhar um pouco de sol na sua cor azul e verde. a ribeira do porto, quase se vislumbra como nasceu.
a passear à beira rio, os barquinhos de pescadores faz-nos lembrar que há algo mais que uma sociedade tecnocrata de prédios e gente executiva. o porto não é uma cidade típica europeia. mistura-se um pouco com a sua antiguidade e as pessoas parece que estão com um pé atrás e outro à frente no tempo. embora conservadores, reaccionários, há algo verdadeiro nas suas faces enrugadas. os velhinhos indiferentes ao mundo, muitos velhinhos simpáticos, sorridentes.
o fado canta-se por vezes sem a cabeça levantada e não é um desfile histórico mas sim uma vivência do dia-a-dia e um sentimento para muita gente.

Posted on January 24th, 2010 by pedrovski
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vi uma janela no céu feita tijolos vermelho aos quadradinhos. este, lugar tão desejado sítio onde vivo, sinto bem a falta da luz a entrar e a iluminar as ruas e as árvores! desapareceste de mim, meu sol, e aqui fico transeunte frio, sem vontade de viver ou acumular objectos. caminho quase imune enquanto gentes coleccionam avareza e egoísmo neste buraco do universo.
o vento abraça as minhas mãos a pedir calor, tremo, as mãos estão mais geladas que o frio da rua. eu construí um cubo de gelo dentro do corpo que quase não sinto.
o que mais doía, agora é uma prisão, era a indiferença nas ruas, nos cafés, nos bares, nas escolas. vivo esta cidade morta nos seus últimos dias de perdão pela putrefacção.
um coração que deixa de amar, torna-se extinto, perde-se nas sarjetas das ruas, deixa-se comer pelo silêncio duma cidade esquecida perdida pela noite. nada!! só sente aqui o silêncio!! agora, vejo ratazanas a almoçar as ultimas rodelas de queijo apodrecido, se olhares bem para os lados, nas esquinas, nas paredes gastas, vês bem o preto do fumo das carcaças ambulantes que chamam carros.
apercebe-mo-nos aqui, neste sítio, de longe perdido, que não há espaço para correr livremente porque as ruas estão cobertas de medo, fumo e pessoas de face sinuosa e distorcida. tudo se torna uma maquina, os corações, os desejos, os sentimentos… somos automóveis, temos gasolina a percorrer lentamente pelas artérias!! desiste, mais vale, enfiar por outra rua deixando atrás o cheiro a borracha de pneus…
Posted on January 19th, 2010 by pedrovski
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chama a noite calma
eu chamo minha
não sei de que gosto
eu sei que gosto do meu lado escuro
chamam a lua
eu chamo minha
toquei-te nas palavras
e estavas na minha cabeça
empurrada contra uma árvore
eu gosto de mim
gosto dos meus lados
não sei do que gosto mais
escrevi uma nota
e deixei de respirar
para matar o suspiro
a minha casa está fora
a lua está próxima!
Posted on January 17th, 2010 by pedrovski
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diz-se que copenhaga foi um fracasso. mas alguém esperava que alguma decisão fosse no sentido de: agora vamos esquecer um pouco o nosso dinheiro e prestar atenção aos problemas. Copenhaga foi um sucesso porque os líderes mundiais nao arranjaram mais um quioto para tapar as bocas e os ouvidos.
copenhaga foi mais um aviso a quem se esqueceu ou está distraído que uma decisão que envolve tod@s não pode ser decidido por meia dúzia, ainda por cima avarentos.
Posted on January 17th, 2010 by pedrovski
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não quero ser um fio, não passo corrente, não quero passar corrente. sou uma pessoa, um ser humano, animado, gentil, duro, incoerente. quero partilhar partes de mim, ser ouvido realmente e poder receber o mundo do outro lado.
a sociedade fragmentou-se e cada um busca um pouco de cada um, e com cada bocado formam um bolo cheio e confortável de ilusões. no tudo veste-se o nada, nas desgraças assumimos a tristeza e esquecemos no dia seguinte, as alegrias pululam por segundos no outro já estou a consumar tarefas para manter a roda viva!
quero viajar dentro de mim, preciso de mim, dentro de mim. gostava por fim explicar que não darei atenção a quem os ouvidos tapou.
Posted on January 11th, 2010 by pedrovski
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venho dos céus bem lá em cima. tenho um ouvido maior que a cabeça e um toque que toca para lá da pele. tu, que estás nesse lado terrestre, traz-me para baixo para te amar.
no outro dia visitei-te no meu quarto e parecias ter um anjo para mim. agarrei-te nos céus e deixei-me pernoitar na forma do teu corpo. lá deixei-me ficar preso em amarras de ouro e amei-te todos os dias até hoje.
a semente que plantamos, cresce sem água e sem solo. haverá algo mais forte que o tempo e amargura. na fome sobrevive-se com esperança.
deitaste-me abaixo e a planta ficou sempre no ar. deserto, ou chuva, neve ou tempestade, nada mata a casa que construímos para nós. agora seria tempo de viver, tempo de morrer e tudo virar pó ou virar amor noutra esquina, noutra cidade, noutra aldeia.
há um sítio onde não sinto o amor e onde os desejos amontam-se para virar sementes noutra terra. dobrei-me para ti, por mim. estiquei-me, matei-me e desapareci, por ti, para mim. e eu esqueci-me de ti, ouvi tudo de ti, perdi-me de ti.