:: hop3 ::

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polegar

Posted on January 5th, 2009 by pedrovski
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ri-me para não estar só. acendi uma ponta de fósforo e assim poder ver tudo, e ser tudo, não estar só, não quero estar só… mas não mudo a mente, não mudo esta mente! eu sou o veneno desta angústia, e engulo até o veneno ser parte de mim… grito, grito até encher esta luz! eu vou mentir hoje para amanhã não estar escuro, mas logo estarei longe… vou fingir que sou livre para assim sentir mais um dia. vou caminhar para outro sítio, rastejar a pedir mais uma vez a o beijo que deixei. eu vou ver-te até ficar cego, mas nunca vou mudar esta mente, não mudo nada desta minha mente!
queria lábios que deixei porque era mudo… vou deixar este veneno penetrar os pulmões, deixar-me sufocar até ao último minuto!

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inferno

Posted on January 5th, 2009 by pedrovski
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é retirar a pele, devagar… ela está em todo o sítio, e as vezes chego mesmo a falar sobre ela. não dá para contar, é arrepio, é permanente… e se és a única? a única que faz este nascer o dia. todo o passado carrega-me em ti, e se fores a única?
só posso ser o quanto sou, e irrita-me as corridas… e se és a única, não quero lutar, ganhas tu… quero apenas não saber bem o que quero… tudo diz que és o pouco de mim.
estou farto de pensar o mesmo, a mesma lenga-lenga, os pensamentos perdidos, a tentar perder-me em ti e atirar a vida ao fundo. tudo é cinzento, e deus irrompe-se sobre as nuvens e traz-me para cima e depois afunda-me novamente no mar até sufocar. maldito sejas aí no céu? talvez no inferno…
vês como o céu dobra-se? e inclina-se para o lado e assim faço o mesmo com o corpo até sentir a horizontalidade do chão! estou deitado, esticado… a observar nuvens que nunca vi antes, estas tão paradas à espera do presente. vês como o chão desdobra-se, rompe-se ao meio, e olha como me atiro lá ao fundo até não ter nada por viver? vês? será que tiro algo disto tudo? tu? tu podes passar por mim, podes cheirar o cinzento desta mente perdida e pensares que sou o único sem rumo, mas faz muito mais sentido viver na corda da morte. obrigado, ajudas-me a criar todas as incertezas sem as quais…



rosto tapado

Posted on December 17th, 2008 by pedrovski
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viajar na vida de rosto tapado, é sinal de novos tempos. a opressão de hoje é subtil, mais sofisticada. ela não tem rosto, assim por essa mesma razão vivo de rosto de tapado. tenho uns sapatos que não acertam nos pés para me lembrar que ando de disfarce, digamos que, serve para não me habituar demasiado a esta representação. outra das características que atribuo a este meu presente é o facto de pronunciar tudo o que quero de forma quase codificada, no intuito que, alguém do outro lado possa perceber-me sem eu ter de apanhar com uma faca no peito, junto ao coração, a perfurar os pulmões de tal forma que não me consigo de nenhuma forma pronunciar… apenas jazo estendido no chão frio, de mão junto ao peito, a tentar tapar a ferida; à espera que alguém neste sítio doente me ajude a pôr-me de pé em forma para outra facada.
o meu maior segredo é que vivo a mais pura das mentiras, aliás, não sei bem o que estou a viver, por vezes descalço-me sozinho, e escrevo na esperança que alguém me salve desta condição. resta-me o conforto que não perdi a noção da minha nudez, não perdi a noção do corpo, apenas… viajo de rosto tapado…

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arco-iris

Posted on December 16th, 2008 by pedrovski
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é agreste o futuro. algo ou alguém irá cair bem fundo, tão fundo só para que a promessa se cumpra. eu vi, eram 2, 2 arco-íris no céu tão recheado de nuvens… naquela viagem acreditei tanto, que tudo está a acontecer
tenho medo, receio do que estará para acontecer, quem surgirá com lágrimas, quem irá com este desejo cair e cair?
gostava que tudo fosse perfeito, e que tudo surgisse sem dor, tudo passasse com ternura e compaixão… talvez viver juntos um dia, em algum sítio diferente, sem dor… queria não deixar o que semeei, pressinto este sofrimento em mim, e não só.
tudo porque numa viagem, de volta de espanha, a olhar a janela, pedi um desejo. e apareceu-me dois desejos fortes… eu enchi os pulmões, se tudo estava destinado, tudo está escrito, descrito… tudo vai acontecer, futuro previsível, consequências são altamente imprevisíveis. como poderia adivinhar?



troca voltas

Posted on December 15th, 2008 by pedrovski
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deus troca-te as voltas?
já não sabes onde estão as notas…

ora levanta-te e reza! verás o sonho
medonho…

beijaste a ordem
que semeia a desordem

tudo está a mudar, não sentes?
como fantasmas nas mentes,
sinos tocam mas não para nenhum salvador
a música surge na borda dos passeios,
leve, doce, aventureira
a viagem, as verdadeiras viagens
fazem-se na mente
a outra é dormente

e olha como tudo se brota novo
como a primavera a esconder-se do inverno…
as flores a cair ao vento
o mar a sorrir, estará pa vencer
algo novo está para acontecer…

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tempos de opressão

Posted on December 15th, 2008 by pedrovski
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e estás satisfeito?
o mundo não é o que querias?
a vexação do dinheiro?
e estás satisfeito?
com o teu peito?
e a vergonha de não seres?
e tudo o que deixaste de pensar?
e tudo o que restou?
tudo que se apagou?

tudo consequência da opressão…
para qual viraste apático
e a luz começa-se a apagar
e os ventos começam a falar
o sol está a arder
o mundo a acabar!

deus, do cimo das nuvens,
não existe para te salvar
e sempre acreditaste no mundo
e deixaste-te para trás,
agora tudo está em perigo
mas tu,
já não resides,
fabricaste-te como produto
vendível, trocado,
substituído na morte,
e jamais deixarás algum desenho
para este mundo
cruel…



ancoviro I

Posted on December 15th, 2008 by pedrovski
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vivo às escuras, não me percebo. quebro as minha regras. já não preciso confirmações. posso dizer tudo, só não digo o que quero jogar, o que quero dominar. penso em ti. sim tudo o que digo é verdade e o que não disse, é verdade também. tudo o que pensas que sinto, e aí dentro o que pensas que quero, está tudo certo. estou à espera que o mundo se mostre e defina-se. não posso alterar a entropia, posso alterar os pequenos gestos. quero-te aqui…
viajei em tempos a sítios perto dos teus lábios, e os beijos soaram as minhas certezas e incertezas. eu sei quem é certo para o meu corpo e percebo as curvas do pensamento e da mente. a mente funciona em estado de sítio, em constante revolução e faz apologia ao não.
aqueles lábios, na sua ligeira saliência e o nariz tão estimado… quero um pouco dessa pele e inocência de espírito. porque tanto sonho, e porque perco aquela batalha que mais estimo? não sei explicar isto, era tudo… cheirava… sentia-se ali a tensão e o coração a bater forte. tudo acaba, e acabou no começo de tudo… deixei-me amar, perdi-me no mar… as coisas que tinha para ti, os desejos, as… não posso pensar mais, deixa tudo tão pobre, e deixo de viver o que tenho …



a explicação do tudo

Posted on December 6th, 2008 by pedrovski
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e construi este sítio
de partes desconstruídas
roídas,

o ego alcança-se esticando o braço e cortando os dedos. assim ficaremos com o ego na palma da mão sem que os dedos a esmaguem até sair todo o sangue que levou a crescer.

o engraçado desta viagem é que atribuimos ao corpo, um valor dissociado, como um peça de puzzle nunca feita para encaixar no puzzle do mundo. seja esta viagem consciente ou não, uns tentam mentir e fazer da sua peçita uma mentira que se encaixe em qualquer sítio ao abandono, normalmente roto e podre como a sociedade contemporânea. outros, recusam-se a acreditar no seu lugar porque sabem, ou pensam que sabem que não fazem parte do mundo. outros, acham que o mundo não é feito de peças, mas porquê um puzzle e porquê um mundo? e porquê acreditar em algo? o flagelo desta condição é a sua solidão, e a realidade da sua premissa e a excessiva, ou não, racionalidade deste paradigma esvai-se no paradoxo do sorriso. de que servirá o sorriso nesta viagem sem sentido? ou com um sentido não fixado, um sentido caótico, aleatório, entregue às não leis do universo. mas será este paradoxo uma manobra de diversão? ou uma constituinte aleatória de todo o conjunto de não leis que regem este universo?

a pergunta sem resposta “se fomos criados por algo, alguém, quem criou o criador?”, é respondida por alguém que o criador não está dentro das leis do tempo. mas aí é fácil refutar, e porque estará o agora do mundo regido pelas leis do tempo? Aliás não está a criação a acontecer neste mesmo momento no limite da expansão do universo? e alguém que cria, cria num momento ou estará sempre a criar? e para quê? a vida faz algum sentido sem tempo? tudo o que acontece está a acontecer e já aconteceu, previsível…
o enigma está sempre no futuro, só que não existe, pois só existe presente…
então o futuro e o passado são paradoxos. mas também não há criação sem passado, ora, não fomos criados porque já existíamos…

a resposta a tudo isto é demasiado simples, mas não a conseguimos considerar ou sequer acreditar ou ver, porque simplesmente, não existimos… assim tudo faz sentido no não sentido…



dia sem compras

Posted on December 1st, 2008 by pedrovski
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A publicidade é a ponta do esterco deste pesadelo de apatia geral. Estamos perto de não mais sentir…



estás?

Posted on December 1st, 2008 by pedrovski
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esvai, decai,
agarra-me sempre
em céus ainda que mortos
não me ouves?
canto por ti
selvagem este anseio
de tocar
e ver os olhos
que brilhavam
de partida
e a luz deixa-me inquieto
que posso dizer agora?
que posso fazer?
porque perdemos tudo…
e agora onde estás?
estás ai?



ratos da mente

Posted on November 29th, 2008 by pedrovski
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e chega sorrateira noite
todos dormem, ratos da mente
colhem a tempestades no sono
uivam silenciosos
no escuro do pensamento

ratos da mente
habitam esgotos
de metal
e roldanas infinitas
giram e fazem
girar ponteiros
o tempo acaba
a história repete-se
estes ratos
são poeira das artérias
chumbo nos dentes

inspira-me a solidão
resta-me a dor
vivo hoje, sem ratos
no sótão
respiro hoje
a nudez da vingança
de não repetir o surdo
embora ouço-me
quase mudo…



memo

Posted on November 9th, 2008 by pedrovski
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deixo-te a minha morada
esfrego-te talvez um código postal
fico com a tua memória
e canto em silêncio,
a tua ausência!

um dia, talvez quem sabe amanhã, já esqueci de me lembrar… claro, que, há memórias que ficam, há memórias sem futuro que se prendem na parede, mas há outras memórias, memórias que respiram futuro, memórias que se lutam hoje, agora. há memórias que por nunca quererem morrer, elas vivem por voltar…

essas últimas valem um pouco mais… as vezes, muitas vezes, não são memórias de acontecimentos são simples memórias de sentimentos que te agarraram prenderam, espernearam, deram a volta a cabeça e fizeram-te mudar perspectivas, sonhos, ideias, ideais, utopias! essas!!!! essas poucos a deixam…



ou então…

Posted on November 9th, 2008 by pedrovski
Posted in activismo | No Comments »

se quiserem…

mandem a Mcdonalds à merda e o bill gates pó caralho!

passou quase um mês e ainda está lá…



vota na crise

Posted on November 9th, 2008 by pedrovski
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tinha algo a dizer sobre a crise mas esqueci-me, decidi soprar contra o vento. assim sente-se o impacto a esticar a pele rija. o banco mundial, regozija-se com tanta pânico, afinal, para quem não sente, a queda, por mais alta que seja, é leve! para quem está morto, pouco importa para quando estará o dia da morte. não é uma questão de maldade, é uma simples máquina de calcular desenhada para contar números e chupar as décimas…
o povo na sua inocência acredita quer bastará alguém no poder de pulso firme de ideias para que algo mude. os presidentes, gerentes são telha duma casa de paredes a ruir!  mas votem e alimentem esse sonho que a telha faz a casa mesmo que podre. ou então mandem cartas aos gerentes das multinacionais a pedir, com licença, que dividam o resto da mesada com a malta! e por favor não deitem abaixo tantas árvores, e, se se lembrarem deixem de enviar resíduos tóxicos para o mar, o ar, a terra, e no fim se der tempo deixem de fomentar guerras e limpar o sebo aos poucos povos nativos que ainda resistem no hemisfério sul. É fácil, estende-se a mão com um sorriso e tudo se consegue! é só acreditar que tudo muda num click, um dia até se poderá votar pela net. vota! vota e vota, sorri e vota! sorri e vota!



sem título

Posted on November 4th, 2008 by pedrovski
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enfeito-te em sonho
perfeito
e és o sonho perfeito
e dormes
sonho perfeito
e reages,
sonho perfeito

cruzes, pecado imortal
de desejar

não tocar o desejo
experimentar o lábio

és o sonho perfeito;

luzes vacilam
sobre o verde das paredes,
és um sonho perfeito
bebo até desmaiar
vivo por desejar
ah, essa droga
subtil
que aqui entra
encaminhada
pela imoral!!

esta droga perfeita
sonho já imperfeito
torna-se obsessão!

leva-me,
se quiseres,
perco-me em pensamentos
estou perdido, preso
agarrado à minhas próprias pernas

é pueril o teu sonho!
é perfeita esta droga…

o sonho é agora
a droga…
a droga perfeita
o sonho imperfeito…



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