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de jardim a floresta

Posted on June 28th, 2006 by pedrovski
Posted in textos soltos | 2 Comments »

e lembro todas as sementes que lançamos no nosso jardim. inventamos planos de revolução e sonhamos com a transformação… tinhamos tantas estórias para criar e o vento levava as ideias como notas de música pelo tempo… agora existe eu e existes tu separados pela distancia do mundo e pelo quente do atlântico que banhou as nossas rebeliões!
e tudo o que seguia a ordem era insignificante, ridicularizado pelo nossa desordem de pensamento, e o nosso caos de amor pela vida e fuga da autoridade! e mesmo com as nossas roupas rotas e cabelos despenteados, e mesmo com os olhares de medo de quem não percebia o sabor do mar, ou mesmo do verde que brotava daquela ilha flutuante, continuamos a inventar novas teorias da origem da vida e da patética (des)ordem criada pelo mundo… nos olhos o brilho de sonhar um amanhã, na mente um profundo ódio pelo ódio e a guerra por uma gota de ouro para encher o deposito das carcaças de rodas.
e criamos sub-mundos de mundos dentro de peripécias filosóficas e jardins coloridos de mistério e sedução permanente… a real luta pela liberdade do corpo e da mente, sem olhar o futuro como uma linha pendurada sobre esta caixa de ideias impostas e vazias.
hoje separados pela imensidão de uma mar outrora não explorado penso em novos caminhos desordenados com esta ideia que todos esses jardins serão portas para enormes florestas de liberdade e desbunda permanente!


Pintura a óleo de John Philip



2 Responses to “de jardim a floresta”

  1. comment number 1 by: utupiar

    ainda bem que continuas sempre, apesar de tudo, a ver jardins e a sonhar com florestas, no meio de tanto asfalto e betão!

    beijinho!

  2. comment number 2 by: Peter Black

    O teu sonho é a restea de esperança que nos evita
    da destruição eminente e completa do Ecossistema planetário.
    És o fio que suspende o inevitável, proporcionando uma fuga quase impossivel, mas ainda existente, da mudança das proporções da tabela periodica no nosso planeta.
    Onde era água, o enxofre poderá emergir.
    Onde era oxigenio, o monoxido de carbono poderá devastar.
    Tu és uma das ultimas gotas que nos suspendem neste equilibrio precário.
    Continua a sonhar, porque o teu sonho e o de mais uns poucos é o sonho que resta do sonho de GAIA.

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