:: hop3 ::

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sem idade

Posted on November 30th, 2006 by pedrovski
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e peguei fogo a estas tempestades, este canto deixado pela multidão sem nada para ver ou lugar para reclamar, não há nada neste caducante modelo de sociedade que deixe saudade. estou tão perto e tão longe dessa bolha abstracta em que se despejam os pesadelos da (des)ordem social que faria inveja a darwin. a cidade é tempestade, os muros da prisão são mais altos que os sonhos desta tresloucada babilónia. rir ou chorar? é ridículo viver leal a este sistema insincero! farei apologia à revolução? e fará algum sentido transmutar o poder? senão, que mudanças têm trazido a simples e pueril rebeldia?
o sistema do ter sobre o ser tem vencido terreno aos mais autênticos gritos por liberdade, e mesmo com estes pulmões cheios de vontade, a ira da exploração do fraco ataca com a sua cosmética irritante e sofisticada!

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desde a minha casa: manipulação no gimp 30 nov 06



tsuro

Posted on November 29th, 2006 by pedrovski
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solto-te em direcção ao céu, na esperança que o mundo te veja e que o sol deixe de pecar sobre esse frio da guerra. que as armas deixem de existir assim sonhos passarão a florir, para que tod@s tenhamos direito a viver sobre o conforto do não medo das bombas e os desconfortos naturais da vida!

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obrigado luis e diana por me ensinarem a fazer origamis :)



o tempo inquieta a saudade

Posted on November 27th, 2006 by pedrovski
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de que serve lastimar memórias? o futuro incerto era o único ensejo por ti prometido. maldito sejas!! cobarde na cegueira da paixão! enclausurada pelo medo do mar, até da costa fugiste e nunca mais te deitei os olhos! eu, que quero ensaiar todos os momentos que a vida me destina ainda espero o novo grito de alvorada. para quando o fim deste pesadelo de sentir a saudade na sua plenitude e o amor perdido da sua inocência?
minha mãe natureza, lembras-te do dia que ponderava as estrelas e perguntei-te, será que ela destroçará este coração? era simples retórica o teu silêncio? que esperas ensinar com esta angustia de não palpitar o sonho nos braços?



dia sem compras

Posted on November 26th, 2006 by pedrovski
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dia sem compras



eu em vermelho

Posted on November 23rd, 2006 by pedrovski
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tenho um coração que por vezes faz doer o peito, ele bate, bate, e cresce sem espaço, ele revolve e contrai-se na dor, ele agita consciências e permeia a vida! sinto a sua batida pela manhã, como tictac que faz tremer o corpo! ele agita-se com a injustiça e conduz os sonhos ao olhar a lua. ele desanuvia os sentidos e rejeita o efémero. o meu não se trata de metáfora teatral ou mero vinho derramado na escuridão. quando ele explica o sentir pelo olhar, quando ele fecha-se no sofrimento e rebela-se da dor, quando ele agita a paixão e alegra o amor torna-se o sentido da vida!!!

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construído no gimp 23 nov 2006


cem pensamentos sem desistir

Posted on November 22nd, 2006 by pedrovski
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e no tropeço da nuvem
desvaneço na multidão

cem, sem braços para me agarrar
então deixo-me cair
e cair
cair

neste voo
ufano a loucura
porque odeio a passividade
e regozijo a festividade

neste voo
sou folha cambaleante
tortura do presente
brinde da revolução
alma que sente
perdidamente

amanhã mesmo
o mundo pode acabar
hoje mesmo
a vida pode cessar
mas se espero no conforto
esterilizado da solidão,
antes então a verdadeira morte!



a eternidade

Posted on November 21st, 2006 by pedrovski
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de nada serve apaziguar as mágoas!
na vida a razão diz-me que tudo é variável e fugaz, até as nossas utopias; mas algo soa a eterno neste amor eloquente. a razão esconde que é um rio efémero de verão!

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incerteza

Posted on November 20th, 2006 by pedrovski
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invadido no sotão da solidão encontrei o tempo da ausência num assalto aos meus bolsos! ainda respiro um tu distante; olha então as minhas mãos que se afundam na terra com uma pá, as palmas viradas para cima onde se avistam linhas de futuro incerto e oblíquo.
sou filho da terra e escravo do amor invadido pela paixão insalubre, imatura. tu? és um vento forte que arrepia todas as camadas da pele sem tocar neste corpo sem dono que vagueia abandonado entre corpos que não ama.
não quero nada com esta gente que me pede um copo de perdição, não passa de uma paixão estúpida reduzida ao desespero ou à falta de posse. quero-te a ti como prenda numa flor selvagem. a ti livre… única como chegaste à terra vinda da liberdade incerta!



fomos o mundo

Posted on November 16th, 2006 by pedrovski
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soltou-se um clarão nas ruas! uns raios avermelhados subiram os montes despidos de árvores. é o teu semblante que aperta o batimento do corpo e controla estes passos vigiados. quero mais toque um sinal uma metamorfose das memórias. és tu que me fascinas com o sorriso indignado ou tu que esqueceste o som do mar e as cores da lua? lá fora as buzinas batem ruidosamente as asas, infelizmente não poderão voar estarão mais prestes a afundar.
quero uns sapatos maiores que o meu pé, uma máscara que se fixa permanentemente na face, quero sentir o chão tremer!!!! quero furar as orelhas e pintar os braços, quero seguir o ritmo desta cidade alucinante quero descansar sobre o não ritmo desta vida dissonante quero dinheiro a arder no inferno e pessoas a saltar em frente aos meus olhos!!
juntos, somos como duas maças dentadas em cima de uma mesa fórmica em que o amarelo brilha sobre o vermelho das salas da vida! eu vou contrapor o valor do pensar! eu, o rei da intolerância perante o fútil que derramaste no nosso chão, eu o rei da tolerância perante os medos do teu sentir! sim, eu quero contrariar o valor do pensar, pensar não passa da titubeia destes tempos, não vale de nada neste universo de sentimentos caóticos e paradoxais. quase que a complexidade do pensar torna-se paradigmático perante esta anarquia dos sentidos, espera só pela minha explosão!!!!!!!

a sair de terramada

foto tirada pela mara no caminho de volta de terramada


será que perdi?

Posted on November 15th, 2006 by pedrovski
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juntos vamos desmascarar e recitar, a alegria em fulgor da festa em vigor! tudo serve para esquecer a ressaca da dor! mistelas de álcool, frenesim teatral, loucuras pérfidas que sabem a cosmético insosso!
assomados pelo tempo, a cambalear feitos títeres, a apaziguar a sua solidão indiferente, o amargo vazio torna-se estonteante. nada é o que sonham, as utopias derrubadas, as quimeras queimadas! em criança eram o mundo, em criança transpiravam a beleza genuína e a festa pueril!
agora junto-me a vós? beber um pouco dessa bebida bem forte, e será que perdi o que tinha? agora restará o pó? e a morte? estará ela aí na porta do meu quarto? serve aí sem medo mais garrafa de absinto para me ausentar desta dor sem fim! que mal fará por momentos esquecer a angústia de viver?
trabalho é a navalha em dever, da proibição do brincar e das vidas encharcadas no terror de viver memórias quando as salas do direito ao papel e metal abundam-se de fantasmas conspiradores desta realidade absurda!
escravos do trabalho, tudo se transforma em desfiles de modas, resta-me esta luta ridícula contra este paradoxo que nos obrigam a viver.
e apesar de vez em quando ávido e devorante e apesar de por vezes obediente e escravo dos números bancários não me canso de dizer: são as contradições que por vezes nos fazem fortes, porque um dia passará o tempo e virá o deleite eterno e em cantar uníssono vamos todos festejar o fim do capital!

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imagem tirada de: http://oswaldism.de



About

Posted on November 14th, 2006 by pedrovski
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sua noz!!!!!!!

Posted on November 14th, 2006 by pedrovski
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peço uma atenção
és uma noz
fruto enrolado
coração fechado
abre-te sésamo
liberta
o rabo
chama a curiosidade
à acção
incendeia a paixão
vive em comunhão

miúda!
quase criança
quase inocente
e cheia de pureza
calca o medo
derrete a frieza!
deixa a razão
para os padrões
nas paredes
e a lógica para os doentes
do sistema
vive a emoção
solta a paixão!

estou atado como tu
mas puxei carroças
como escravo do sentimento
mas livre do medo!!
não haverá nada a perder
só corações a ganhar
não é insignificante
a vida
é insignificante
a não vida!



texto antigoperdido

Posted on November 13th, 2006 by pedrovski
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quem me dera subir esta árvore quem me dera escalar essa montanha quem me dera sorrir pa’esse rio quem me dera chorar lágrimas de vento quem me dera que a tempestade levasse toda a dor quem me dera que que houvesse algo real neste mundo cheio de ti!
estou mudo por sonhar mudar o mundo estou cego de amor incompreendido na exclusão enfastiado pelo silêncio saudosista do teu cheiro arrependido do o ter vivido sorrido exprimido espremido! vozes surdas encarceram a nudez estou mudo surdo cego na ausência de ti. nós voamos alto e avistamos o mundo passar sem nunca querer por um momento descer. nós aspiramos o eterno fluído sem mágoas. não queriamos descer por os pés de volta no chão queriamos voar sem nunca esquecer o toque. eu sorria sorria eu vivia eu descalçava todos os sapatos eu olhava com ambos os olhos e inspirava com ambas as narinas.



para alguém que esqueci de esquecer

Posted on November 13th, 2006 by pedrovski
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nunca viu
os olhos
sentidos,
nutridos pela esperança
que adornou o amor

quando ela fugiu
o vento soprou
a liberdade voltou
sorriu
na tepidez das curtinas
agora
os lençóis
não se mexem
presos à cama
sem sítio para respirar
e espírito para sentir

mudei,
porque sofro
exclamei por ti
do fundo da alma
tudo podia amotinar
mas a vida
acabou por segregar
despachou, ocultou
derramou, suspirou
a dor é presente
a angústia é passado
o sofrimento é corrente
a vida é alegre
o sorriso elegante

jamais esquecerei
o tudo que foi
e o nada que é!



esquecer e saltar

Posted on November 9th, 2006 by pedrovski
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haverás de guardar o tempo?
estou preso à cruz
sem esperar a morte
em fé num rasgo de luz

a esperança não estiola
só quereria os teus olhos
para cheirar o meu reflexo
mas o tempo passa
a ilusão cresce
o sonho luta
não existirás?
tu eras a mais bela
mas será mera divagação?
insanidade da realidade?

estarei neste abismo
à espera de saltar ou fugir
de voar ou conformar
e cresce a ansiedade no peito
e o tempo bate feito tic tac
as horas são dias e os dias anos
porque esperarei?
porque não solto estas asas
e venço o martírio do passado
eu que vivo feito peter pan
repleto de quimeras

esquece-a e vive para o vento
segue a sua veia imprevisível
o seu desconcerto
a sua paixão insegura!
verás que visitas as nuvens
cheiras o céu
e cantas para a lua!



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