:: hop3 ::

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sem título

Posted on December 31st, 2006 by pedrovski
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rebelde paixão
enclausurada em medo
escrava da ansiedade
perdida no tempo
de dias contados
ou em eternas rebeliões

visita-do-edu-015.jpg

foto tirada pelo edu


corpo mente

Posted on December 29th, 2006 by pedrovski
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o corpo, este reflexo da natureza envolto de belas curvas, nosso companheiro de viagem, nosso copo de alegria, fundo de tristeza. uma dádiva que prezo, um milagre dos mistérios da vida, a forma duma mente, duma maneira de pensar, a superfície das mais autênticas personalidades, todas únicas, ligadas nos lugares comuns que tod@s partilhamos.
e neste meu respeito pela forma que a mãe terra me deu, peco em excesso de moralismo mas talvez não em humanidade por clamar o repúdio por aqueles que usam os corpos como meros produtos de consumo imediato, que escondem com a imagem as suas inóspitas mentes, que vulgarizam algo tão belo e natural, que fazem das mulheres e homens meros títeres mecanizados prontos a comprar. estaria a dar largas ao meu eufemismo se apenas disser que hoje vende-se o corpo ao diabo e condena-se a alma à morte!
porque tod@s temos algo mais belo que se desenha para lá das aparências, algo que não se esgota numa mera imagem e porque a cultura mtv não viverá para sempre seria talvez importante dar oportunidade à procura do nosso ser, único, rebelde, criativo, inovador e tão belo como qualquer outro prodígio da natureza.



criminoso

Posted on December 28th, 2006 by pedrovski
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e sinto-me criminoso neste meu estro, tenho sido um mentiroso por não aceitar estes meus sentimentos e ninguém me pode ajudar neste meu jeito de ser. porque não me pinto com esse frenesim cosmético? tenho sido mau porque disfarço esta minha rebeldia com a tolerância… e que castigo terei por estes meus pecados? que castigo darás, meu deus, por não querer ser considerado insano?
e não digam para continuar a ser simpático porque tenho de magoar para ser verdadeiro, e não há formas de certas verdades não magoarem porque vivemos no mundo da rectidão levado ao seu extremo mais absurdo! esse caminho linear, deveras pérfido, é seguido pela maioria como sombra do caminhar, e saberás tu quanto custa a não subserviência a esta cultura quadrada?



rezanatura

Posted on December 26th, 2006 by pedrovski
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mar-canvas.jpg

foto original: ana rodrigues – manipulada gimp 25-dez-2006

inspiro e expiro lentamente porque o teu semblante é arrepiante. olhar para ti todos os dias não é um hábito ou rotina porque mostras sempre outros caminhos e fazes-me sentir tão vivo! e fiel à tua sabedoria seguirei o meu caminho sem medo de cair porque só desejo viver!



background do meu desktop

Posted on December 24th, 2006 by pedrovski
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nature-chickweed_1600x12001.jpg

devia estar a passar o natal a estudar php para o meu estágio, mas tou viciado em mexer com o aspecto do meu computador. e tirei alguns backgrounds interessantes do http://art.gnome.org/ este é um deles… não queria parecer materialista mas falta-me mesmo uma maquina fotográfica… pena o pai natal não existir…



invadido pela lua

Posted on December 23rd, 2006 by pedrovski
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atira-me ao mar até afundar porque estou farto de ser paciente sapiente da paciência. como dantes atira-me das nuvens dançantes… quero aprender a voar sem asas, assim serei apenas escravo da liberdade destes sonhos de saudade. sem ti sentiria o mundo nos pés envolto de certezas descontraídas sobre levezas. estou farto de ser inspirado pelo luar tomado por tortuosas incertezas, no fundo, só certas na queda.



terra molhada disfarçada

Posted on December 19th, 2006 by pedrovski
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é aqui que estou! aqui mesmo! plantado neste buraco de terra, aqui mesmo ao teu lado!! repara como não consigo mexer as pernas, observa só este meu corpo preso e que quase já se confunde com a terra molhada da chuva que não cai. e olha como nem vês os meus braços a acenar lá no alto! repara só, que as lágrimas caem solitárias pelo rosto, mas tu nem as vês… olha só como tenho de guardar este mundo de emoções, olha mas sei que nem as vislumbras… repara bem como sou parte de nada e tu és toda a parte de mim, repara como vivo para ti e tu não vives em mim…



peço-te mar

Posted on December 19th, 2006 by pedrovski
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peço-te meu mar
a tua insensatez,
peço que derrubes
este sonho mais uma vez

pict418711.JPG
foto original da vânia: manipulado gimp 19-dez-2006


eu e as ondas

Posted on December 19th, 2006 by pedrovski
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e as minhas mãos tremem e o meu corpo vacila nesta titubeante condição, exorto o coração com a tua imagem fantasiada sobre este ninho de conforto, sinto-te tão perto e que a minha queda será tão grande, e porquê este rio de ansiedade sem saber o que fazer? sem ter como perceber os sinais e porque me perco nesta complexidade absurda, de devaneios, e querer ser, querer perceber, querer saber? e porque sinto a adrenalina de ser uma mera criança a brincar no mar com ondas gigantescas que fazem disparar este coração ainda forte?
sem ti não caio, sem ti não sofro, sem ti não amo, sem ti não descolo!

pict419411.JPG

eu e a ana no econatal: foto original vânia manipulada no gimp 19-dez-2006



borboleta

Posted on December 17th, 2006 by pedrovski
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ela está a desaparecer
e tropecei numa arvore
ela espera por mim
e saltei duma nuvem
ela desespera sem mim
e fecho-me numa flor



discórdia

Posted on December 10th, 2006 by pedrovski
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mar pernoita no tempo
amar é apenas sufrágio
dos pecados
a natureza é alma
imortal

espero por ti ondas
espumantes
dançarei no desespero
de ter os pés no ar
com fé na adrenalina
dono do medo

sou tua voz de vida
tua comunicação perdida
teu amigo desconsiderado
rebelde sem armas
amante da discórdia
contra todos que destroem
vida

pict007811.JPG

foto original da mara: manipulado gimp 10 dez 2006



somos…

Posted on December 8th, 2006 by pedrovski
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nossa verdade é companheira da nossa história e raízes. ao esquecermos o que fomos esquecemos quem somos. tudo o que passamos são viagens do coração e ao abruptamente querermos esquecer os erros e fardos da vida crescemos em amargura e perdemos parte do nosso jardim encantado.
e porque aprendemos com fracassos e porque podemos sempre começar de novo de tudo serve preservar todos os recantos das memórias.



tarde?

Posted on December 8th, 2006 by pedrovski
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na sombra à beira mar
as ondas calmas
a alma em chamas
esqueci-me de esquecer
o cheiro de ser

o exequível somático
é apenas sonho
de coração frenético

então é verdade
nunca será tarde
para deixar este devaneio
na tua cama
porque o sol caminha
entre a chuva…



reflexo

Posted on December 6th, 2006 by pedrovski
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img_10861.jpg

é o verde banhado pelo sol que transmuta o cubismo da vida. treparei esta árvore sem medo porque em breve quero sentir o corpo em chamas até porque são por vezes as tempestades de fogo que nos afastam do preto e branco das ordens tão engenhosamente esculpidas.
e só porque cheirei as flores lá no topo e o seu perfume deixou-me inebriado e fez-me cair não quererá dizer que não conseguirei novamente trepar-te!



de momento ele está

Posted on December 3rd, 2006 by pedrovski
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dissidente à beira rio
farto de personagens somíticas
dissidente das ordens esculpidas
com coração que arde de amor
com mente que questiona o insondável
anarquista no acto
de lábios sinceros e puros
amante da festa
com voz que lança tornados e motins
livre de preconceito
professo da tolerância