Posted on January 31st, 2007 by pedrovski
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na boca do lobo esperei, saltitando de dente em dente a cantarolar uma expedita canção que falava de sentimentos há muito perdidos… estava diligente mas receoso que um dia a sorte acabaria! viver sempre na insegurança de ser só pode ser obra de algum mágico fantástico!
Posted on January 27th, 2007 by pedrovski
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a ira em honra da racionalidade é a alegoria dos novos tempos, estes sonhos são demasiado frágeis para pousá-los nos rabiscos dum papel seco e tão cuidadosamente ordenado!
Posted on January 25th, 2007 by pedrovski
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longe,
sem remos
perto,
em vazios sonhos
nada vive
nesse espasmo, nessa ulcera social,nesse despido sem voz,nessa loucura tépida!!!
em lençóis perdidos
essa inocência derramada
em chamas sem fogo e perdida inveja
jamais voltarei ao sopro dos deuses!
cai longe meu barco sem vela
visita outros mares, bem longe desta terra
descalça esse pé noutra praia, noutro canto do mundo
não te quero tocar, não te quero amar…
Posted on January 22nd, 2007 by pedrovski
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como posso crer que acreditarás que podemos mudar este mundo? como posso, se tu só acordas durante a noite e apenas vislumbras o escuro? estás preso por essas paredes de betão mais altas que os teus olhos, se eu apenas pudesse mostrar o cheiro das arvore e seguir contigo o caminho de um rio…
fanal – madeira
Posted on January 19th, 2007 by pedrovski
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o riso flutua sobre esse rio a caminhar sem nada, sobre o âmago desta minha tristeza. eu juro que nunca adivinhei o que não poderia ser, e tudo o que digo é o que não sinto! e ondas lavam tudo o que restava dentro de mim… sempre sempre o nada resta… sempre sempre o vazio desperta… sempre sempre na solidão do pensamento… atira-me esse coração frio como o gelo, atira-me sem medo desse abismo de alma, atira-me nesse teu fundo infinito… para sempre estás em mim, sem sonhar, para sempre conspurcas-te sobre este corpo sonhador…
e sabes a razão porque não te olho nos olhos? e sabes tu, porque nunca consegui cheirar a tua pele? sabes porque derreto neste canto à espera de um sinal… só um sinal que tudo não existe, que tudo começara de novo!!?
Posted on January 19th, 2007 by pedrovski
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as chamas ardem rosas
companheira
do olhar…
hoje cambaleias…
amanha nem questionas
preceitos
foto tirada por pedro serra
Posted on January 16th, 2007 by pedrovski
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e pouco consigo simpatizar com esse surto de insensibilidade, essa praga dos tempos de hoje que faz da imitação o estilo de vida. e ver como os animais são tratados, desconsiderados, escravizados das mais diversas formas e feitios faz nascer a maior das revoltas e não admira que um dia a terra vingará tanta brutalidade! para além destas caixas, com luzes e botões, carcaças ambulantes, e prisões de betão que chamamos casas parece-me que em pouco ou nada evoluímos com os tempos. a usura, o luxo desnecessário da emética indústria da carne, que segundo a segundo tortura seres cientes sem qualquer justiça, peso de consciência ou sequer mero questionar desta ridícula produção e morte em massa de seres que sonham, amam e desejam como nós a felicidade!
sente! questiona! activa-te! protesta!!!!!!!!!!
Posted on January 13th, 2007 by pedrovski
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brandam estas minhas miragens doces ao sorriso aprazível das pétalas abandonadas pelo vento melífluo. e agora, mesmo preso nesta gaiola da prisão, neste enclausuramento de paixão sonegada, espero ansioso pelo sol radioso!
manipulação no gimp 13 – jan – 2007
Posted on January 10th, 2007 by pedrovski
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sinto talvez,
que estou mudo…
eu que sou o mundo!
e que tudo mudo
no surdo perdi
esta estirpe de perdição
esta bebida de fim de noite
e agora sem teu cheiro
no âmago de toda a solidão
perco-me nos rodeios
de conspirações
quando apenas,
conheci o mero não!
Posted on January 8th, 2007 by pedrovski
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espreita-me por favor! estou aqui impresso em letras magras para partilhar esta minha armila espiritual. não padronizes estiques ou plastifiques estes devaneios, espreita-me por esse espelho teu!
condeno o homem pelo que faz ao mar e por vender a terra e agora ele sacrifica o ar!!! estamos todos tolos, não vês? e não é cisma da inocência, mas sim loucura morta pelo século, almas ludibriadas pelo sangue das notas e metais!
não estamos conscientes, não vês? e não há escárnio que combata esta letargia de espírito!
sinto-me ridículo nesta luta insurgente contra o ridículo mundo! como viver sobre a alçada da morte sem que a insanidade da vida e do amor nos transfigure para navegar por um caminho eremítico?
Posted on January 7th, 2007 by pedrovski
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desenhado em inkscape e gimp – 7 jan 2007
é uma manhã sôfrega, mas ao homem o coração não deixa nunca de palpitar. ele colecciona retratos de vida, de lutas perdidas e jardins floridos mesmo nas maiores das tempestades. das suas simples palavras, ele suspira sempre com humildade, um idealismo de vanguarda, mas esquece-se, sempre, que no mar da babilónia a sociedade há muito perdeu a simplicidade! ele nunca percebeu que os sonhos de futuro prendem-se pelo presente desta gente.
o homem então, sempre de coração ansioso, caminha com as suas palavras quase solitárias, poucos o ligam, aqueles que o ouvem amam-no sem condições ou restrições! mas por vezes, ele salta o muro de todas as razões e ama incondicionalmente quem não o quer perceber! porque na sua inocência, na sua patética ausência de preconceitos, o homem aprecia corações perdidos, almas rasgadas pela realidade, olhares encantados, sorrisos breves que roçam a outrora criança!
o homem escreve-se no espelho, o homem olha-se triste porque o mundo perde o toque…
Posted on January 5th, 2007 by pedrovski
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e se forjar o tempo?
lançar ao esquecimento?
ou revigorar o sentimento?
tornar o real efémero
vergar a luta perdida
acrescentar uns palmos à queda?
pode ser que os ossos partam
e que o amor se enfastie de dor!
ou então…
talvez a fantasia floresce
e a alma assim cresce!!!
a vida padeça de sentido
e o passado é desmentido
o futuro solta risonho
e a luta transfigura o sonho!!!
Posted on January 4th, 2007 by pedrovski
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ninguém pode sonegar esta minha raiva!! o alvo é a minha condição, uma revolta esquizofrénica sem quartel nesta luta endiabrada contra mim. porque deixo os sentimentos soltos ao ritmo da natureza, do fluxo das águas, das rajadas de vento!? e porque não a ilusão? porque não o inóspito coração, a alma racional ofusca e perdida emoção!?
e deixo tudo a fúria do vento dilacerar, como pétalas de flor colhidas pela tempestade a viajar para as terras de ninguém, assim encontras-me por vezes desfeito, outras vezes cheio de sorrisos para partilhar… hoje estou particularmente farto da fúria rebelde, do fugir das ordens, deste meu asco contra as normas, desta minha intolerância perante as titubeias sociais, esta valente fúria ante a morte do ser escumilha e vidas guiadas pelo valor dos objectos! mas como pode o dinheiro ganhar sobre a vida????!!!!!!!!
a turbulência – (des)construído no gimp 4 – jan- 2006
Posted on January 3rd, 2007 by pedrovski
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respeito,
a audácia deste aperto solitário
a falta de ti é imutável
derrubei um mundo
num ápice de falta de discernimento
de cultura madura
de controlo sobre o sentir…
peço-te agora voz do mundo
o teu perdão e consideração
porque no imutável nascem utopias
como sempre, estes meus olhos
acompanham sempre o impossível
na vontade de tudo mudar
levarei este vento para ti
esta chuva de sentimentos
de emoções perdidas
darão a volta ao mundo
e um dia talvez
respirarão o teu suspiro