Posted on July 31st, 2007 by pedrovski
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ilegal sou
porque sigo
pé após outro pé
sempre
a caminho
no topo do mar
infinito
neste desejo de amar
clandestino
no destino
de não ter destino
dizem
que não existe tal terra
chamam-na utopia
lírica
devaneio infantil,
e até dizem
sem pensar
que sonho
é obra imatura
de coração perdido!
pés na terra
porque terão sempre
sempre
medo de afundar,
pés firmes nessa terra
sem raízes,
para não picar esses pés
limpos
sem o cheiro da terra molhada!
pergunto…
onde te leva esse conforto?
é apenas retórica
farei ouvidos surdos
porque vivo insurrecto
e sem medo de morrer
ou de perder o juízo!
dizem,
inocência estúpida
puerilidade patética
jogos infantis
queres chamar atenção do mundo
apenas outra face
do egocentrismo
a rebeldia sem bandeira!
eu diria
o ego é pau de dois bicos
porque neste sítio
completamente falso
invertido em todo o seu sentido
nada será mais verdadeiro
que paixão
pelo não
e a rebeldia sem bandeira
é o protesto contra um mundo
de fronteiras
e de separações hierárquicas
entre povos e seres…

Posted on July 26th, 2007 by pedrovski
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dorme no fogo, na brisa das chamas que se lançam sobre o horizonte, dorme no nada, no padecido retrato de ignorância, dorme sobre a guerra sem contestação, dorme sobre a morte em hiroshima e dorme sobre os químicos no vietname, dorme livre de culpa sobre os destroços no iraque. reza amig@ para que um dia o império não mude bandeira, reza para que os tanques não descarreguem sobre teu corpo, e que as bombas não visitem a tua cidade e os teus companheir@s. reza para que um dia o alvo sejas tu porque por vezes no mundo tudo muda e tu letárgic@, apátic@, dormente nem darás conta que já não dormes sem o som das bombas!
Posted on July 25th, 2007 by pedrovski
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nesta balada
vivemos no escuro
no topo deste prédio
a enxergar a luz
do topo desta cidade
atiro rasgos de olhares
e as ruas sempre escuras
as escadas sempre frias
neste coração sem luz
chamei os teus olhos
para veres como eu
o céu deste canto
iluminado talvez pela lua
e pelo candeeiro da noite!
a miragem de nossos sonhos
viajam nestes olhos
à busca daquele instante
em que o candeeiro
ilumina este caminho incerto!
sem sítio para chegar
mas de convicção eterna
que um dia tudo
será verdadeiramente
autêntico!

Posted on July 25th, 2007 by pedrovski
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de corpo inerte
junto ao chão
onde paira o morto
assim, encostado ao asfalto
onde habita o caixão
faço-me morto
e a dor termina
parado no chão
de corpo imóvel
dormente
estarei morto?
a dor parou!
o sofrimento cessou
encostado ao ardil asfalto
de sol de início de tarde
num verão de calor
onde de todo não há amor
deixei descansar o corpo
nu, sem roupas a roçar as pedras
quente
a queimar a pele
até à ultima camada da epiderme
mas a dor parou!
a dor parou
a dor cessou!
a vida terminou…

Posted on July 24th, 2007 by pedrovski
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de mar solto
e vento sem dono
respirei notas soltas
era uma música,
diziam-me
toca outra vez esse som
porque por um breve
instante
as lágrimas
correram a face
e a boca lembrou-se
de agitar
aquele som sem nota
estava ausente de…
esta de coração pendente
e naquele vento
de ideias
soltei um gemido
alto, quase um grito
de leve som
e pesada emoção
de quem esteve amarrado
e quer a revolta!
Posted on July 15th, 2007 by pedrovski
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advogo o não sistema, porque o sistema é por princípio o moldar de pensamentos a uma lógica dominante que vaza a paixão e coração. será o não sistema que fará dos lirismos individuais uma espiral colectiva e coesa que dará todo o aso à existência de liberdade utópica de pensamento e de libertação criativa no todo caótico jogo de racionalidades irracionais; sempre de lábios ao coração e voracidade por paixão! será no momento que as ideias explodem e implodem sem medos impostos por sistemas castradores e dominadores do inconsciente colectivo e individual que se criam biodiversidades que se completam num todo e se complementam em sinergias e simbioses!
Posted on July 13th, 2007 by pedrovski
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mantive a mentira
de mentir por ti
respirei esta mentira
para viver
um pouco desse riso
uma chama desse sorriso
menti porque amo
um pouco desse toque
menti porque senti
um pouco dessa pele
e menti porque sorri
por ti
e menti porque…
talvez um dia
não terei de mentir!
e menti, menti, menti
porque sinto
menti porque nunca pensei
que ficaria sem teu coração
menti porque…
menti porque teu sonho
deixou de ser meu sonho
menti porque o mundo é ruim
e é belo
tão belo que as lágrimas
descem a brilhar sobre a face
menti porque sou!
menti porque adoro-te mais
que a própria vida
menti porque sonho
um pouco desse sonho
menti só para ouvir
essa batida!
menti só para te ver
só para ouvir!
só para te sentir!
Posted on July 13th, 2007 by pedrovski
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derrete letargia! porque isto é um assalto à estirpe deste mundo da imagem! derrete como manteiga e evapora teus demónios para longe deste céu! serei sempre poesia sem dono porque nasci na solidão e no âmago de ser um pouco de mim sem ti. quem amar levará consigo um mundo de flores deste mundo porque a empatia nasce bem no ardil do coração…
Posted on July 6th, 2007 by pedrovski
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frio lesto
de multidão perdida
de âmago enrugado
em pensamento imaculado,
estica-me
sobre esse gelo
e derrete esse ser
porque eu sei
de olhos fechados
e coração partido
vem a felicidade
acredita no que digo
a felicidade vem com o vento
que leva esses pensamentos
bem longe de ti
essa rebeldia enfastiada
e deleite alienado
trazer-te-á em breve
a única e eterna
felicidade da morte!
Posted on July 5th, 2007 by pedrovski
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como explico, nesta caminhada incompreendido, de felicidade nos lábios e no dizer. dentro cresce saudades de ti, o tu perdido neste espaço enorme, cheio de tralha cheio de nada e tudo me traz até ti, e eu adoro esta saudade, adoro esta vontade e adoro o sonho de ter um pouco desse vermelho, o sonho de sonhar, que sonhas e eu sonho, o sonho de ter apenas uma parte desse esboço de sorriso.
Posted on July 3rd, 2007 by pedrovski
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vende-te
ao mercado
vende o pensamento
e os teus passos
vende o teu caminho
e o teu corpo
a tua rebeldia
vende esse mundo
vende essa humilhação
essa tortura
e vende o trabalho
vende o ser
para não ser
e vende a honra
e a inteligência
vende a felicidade
em troca desse conforto
e vende o sofrimento
nas amarras do mercado
vive a mamar
na alienação
de viver sem vida!
