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moral

Posted on December 30th, 2007 by pedrovski
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produção, consumo!! sê educado produz, sê obediente consome! és contribuinte ou impostor? terá todo o mal se não cumprires o desejado. homem digno trabalha até morrer, obedece até padecer. o trabalho é tido em dever, a farda das boas regras preza o cumpridor, aquele que estudou até falecer, aquele que seguiu a fio todas as normas e conjecturas filosóficas cientificamente testadas da economia de mercado.
os ditames das boas acções, não roubar ao rico, dar graças pelo pão e chorar pela televisão! vergonha aquele que furtar o estado e vive na pasmaceira da rebeldia. a panaceia do homem é a produção, consumo, produção, produção, consumo, produção, consumo!! este ciclo infernal jamais se vai quebrar e quem quebrar acabará na morgue dos que viveram por mais que o mercado.

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Posted on December 29th, 2007 by pedrovski
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há um certo lugar que ainda sobrevive, um lugar onde se extingue o medo onde se vive a verdade. Existe um lugar em que não se colocam máscaras de alegria, um sítio onde não há na voz o som da decadência, do frio e do terror da letargia.

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enfim o fim…

Posted on December 26th, 2007 by pedrovski
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esta minha vida,
apenas plagiato
da revolta global!

a dor conspurca-se
na ausência
e o silêncio
rosna meu desejo

é apenas proibido
pensar
que um dia poderás sonhar
foi-me interdito
por não mais querer o traslado
deste mundo no meu mundo!

ao menos neste canto
o espaço que invento
e que crio sem prejuízo
vive-se sem o aleive
e sonha-se sem a disciplina
sem a ordem
o general, ou a abstracção
a sublimação
a subjugação
e o átrio da indiferença
que reza o apaziguar
das saudades
e dos sentimentos!

aqui
canto a sedição
inspiro o motim
contras as amarras
de gente sem substância!

para: aposto que pensas que é para ti! nessa vaidade indicia-se o teu fim…

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clown army rasga com riso a árvore do capital

Posted on December 25th, 2007 by pedrovski
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O absurdo desta racionalidade estúpida dum mundo estúpido que faz do ser humano um objecto de mercado e que pavoneia de forma espectacular as suas garras da alienação seremos sempre palhaços, porque o nosso riso é a revolta e a nossa diversão é a rebelião!

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o clandestino, o insurgente, o rebelde exército de palhaços…



contra a ditadura do capital

Posted on December 19th, 2007 by pedrovski
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fim de semana de acções contra o capital!

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ensaio para uma loucura – parte 11

Posted on December 17th, 2007 by pedrovski
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há dias que me encosto às prateleiras de livros à espera de um sossego intelectual. viajo ali fora da dor do meu corpo em todos os contos e histórias fantásticas. fecho os olhos e inspiro aquele cheiro a papel e tinta permanente embrenhada com o meu respirar e mãos que passearam nas folhas…

encosto o ouvido e esqueço a minha viagem. aqui neste embrenhado de papel posso esquecer toda a dor. lentamente posso rasgar folhas com as mãos e as histórias morrem fragmentam-se tornam-se pequenas frases soltas e assim não as tenho de a conceber como elas são verdadeiramente e assim moldar ao meu pranto.

o poder da linguagem tornou-se uma linguagem de poder e poucos recortam as ideias e juntam-nas até desenharem o seu único pensamento, mais original que qualquer história bem ordenada escrita.

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ensaio para uma loucura – parte 14

Posted on December 12th, 2007 by pedrovski
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é óbvio porque vejo. vejo tão facilmente, não vês? está tudo mais que óbvio, está descrito em todas as moléculas, o mundo é demasiado simples, não passa de um conjunto de regras matemáticas facilmente dedúziveis, basta reduzires tudo a uma simplificação básica de realidade, um resumo de toda a abstracção num pequeno exercício linear. não te importunes com todos os sistemas complexas e infinitas variáveis que te fazem vomitar, antes estreita o raciocinio, 10 por cento do real é real, o resto é uma mera abstracção fictícia dos apaixonados pelo coração. o coração só bate para enviar sangue pelas artérias. é o cérebro com todo a sua rede que comanda todos os nossos movimentos e deixa-nos embriagados numa realidade que é mais que simples é simples… é demasiado simples! deixa-te de merdas…

este sufoco, não entendo porquê? explica-me o porquê deste sufoco quando tento compreender o porquê? porque estou aqui neste canto da terra, nestes caixotes de cimento mal amados. onde estou, as ruas, as vielas, as encruzilhadas estão vazias, vazias; além de mim, nem uma alma aventura-se a visitar as ruas. elas estão decalças de vida e o ruído é ensurdecedor. o fumo paira em todas as esquinas e as buzinas apitam e apitam! o vazio humano é o que mais me envergonha nesta cidade! tudo isto é consequência duma sociedade ultra-rápida que se tornou uma rede global de comunicações demasiado complexas para corações e cérebros tão pequenos. tornamo-nos escravos de sistemas multimédias, ecrãs luminosos. criamos relações fictícias, somos apenas vento e fechamo-nos em casa porque as ruas tão mortas.

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ensaio para uma loucura – parte 18

Posted on December 12th, 2007 by pedrovski
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agora sei onde te vi! eu vi-te numa fuga, era fuga das amarras de tuas pernas e corrias em dedos de mão de pescoço ao vento, peito transfigurado, sexualidade reprimida e grito mudo de ar surdo.
o chão embrulhava-se num caminho-de-ferro abandonado e diversas carruagens empenadas pintavam o horizonte. o chão misturava a terra castanha seca de verão com pedras de cantos geométricos escuros. na tua fuga quase cheirava chuva sobre o imenso sol. teu cabelo esticava-se sobre suas próprias pontas e os teus lábios salientes encrostavam-se ao cantos da boca a pedir em socorro saliva. chamei-te em berro que soltou-se como um murmúrio sussurrante sem força, não olhaste, nem ouviste mas sabias bem melhor que eu tudo o que se desenhava sobre aquele berro seco. enfim, esboçaste um gesto de tapar o nariz numa tentativa frustrada de não sentir o cheiro do meu sentimento, eu estava possuído pela tortura de querer passar este meu raciocínio que me visita diariamente, tenho que te passar este desejo, esta minha corrida ao meu ego. e quanto mais me apagas o mais me sinto aqui onde estou, e quanto mais apagas mais sinto o perdão a correr as unhas dos meus pés. os meus ossos estalam na tua ignorante fuga. eu sei, tu sabes que perdeste tudo o que era meu e agora procuras a redenção fora de minhas veias. no meu orgulho de virar os olhos e nunca passar tudo o que vejo esqueci-me de vigiar a tua fuga ardente. o tempo girou e quando o meu corpo surgiu em movimento, no que julgava ser tua posição, já lá não estavas. então fechei os olhos em direcção à linha-férrea onde as carruagens já ardiam no topo do hemisfério sul da visão. o teu ardente ser transformou-se em fogo e a tua fuga cinzas escuras… o teu espírito lançava-se no céu, assim morrias, e eu descansava sobre a minha tortura de nunca conhecer o frieza do teu corpo e o gelo do teu peito enrugado de tão velho em tão novo sonho.

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