Posted on January 29th, 2008 by pedrovski
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monocromático!
pensar
binário, estúpida gente,
monocromático ser
sempre igual
e fodido, fútil
reduzido
torturante
julgador
que atira ao físico
a vontade de amar;
merda para essa condição
pútrida,
para vós
o maior dos escárnios
fodei-vos
sempre!!!
estou noutro pensamento…

Posted on January 26th, 2008 by pedrovski
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sorriso amargo de perfídia
guardo em mim tudo o que desenho de ti
e assim respiro esta miragem!
em ti o beijo estiola
o sonho definha-se

para ti a mentira
em ti nada!
morrerás no tédio de nunca sonhar dentro de mim!
Posted on January 25th, 2008 by pedrovski
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mãe africa hoje és retrato de tempos conturbados. as tuas feridas infectam-se, causa? a paranóia dum norte doente, a patologia é a ganância, a arrogância do poder dum povo letárgico, morto pela televisão vendido pelo mercado, lançaram suas garras sobre um sul hoje subjugado à ideologia do capital!!!
A história é sanguinária, a vontade irascível e doente de tudo possuir e tudo foder até à última gota de vida!!

Posted on January 21st, 2008 by pedrovski
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sem ninguém
sentada nessa cadeira vazia
só a cadeira no meio
duma sala escura
e tu sentada
numa cadeira sem ninguém
a sala redonda
a cadeira quadrada
e tu sentada,
sem ti!
o teu respirar
na ausência de pulmões
o teu falar
mudo
o teu ouvir surdo
vivemos,
sonhamos,
e ficaremos sempre iguais
sempre essa cadeira
sem corpo
essa alma
sem pensamento,
e sempre essa tua ausência
de espírito!

Posted on January 18th, 2008 by pedrovski
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o sonho caminha mudo, é segredo. pensei em contar-te, pensei em dizer-te como sinto, e sinto que seria talvez apenas um grito em murmúrio, um berro inócuo, um pensamento ruidoso!
o segredo é meramente secreto, está guardado é um sonho secreto. vale em mim mais que o meu próprio pensar, é digamos catalizador de todos os desejos, é a prática de todos os meus lirismos! ele existe, é simplesmente difícil dizer-te assim do nada, digamos impossível talvez.
o mistério é sedutor, mas está mais que anunciada a morte de todo este sentimento, é quase certo que nunca poderei clamar afim de se tornar nalguma realidade porque seria o fim do fim já mais que anunciado.

Posted on January 16th, 2008 by pedrovski
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guardar,
mentir e guardar
é origem deste mal
mentir,
para sempre mentir
porque assim
toda ilusão
prevalece!
eu sei,
tudo muda
mas,
verdadeiro verdadeiro
é imediato;
falso falso
é sempre;
falso…

Posted on January 15th, 2008 by pedrovski
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Posted on January 14th, 2008 by pedrovski
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sem papel
negam-lhes viver
sem papel
descartados
sem papel
desconsiderados
sem papel
mal amados
sem papel
serão expulsados!
a burocracia desta “civilização” doente, que trata os homens como mercadoria, por trás de legislações retrógadas o xenofobismo nojento!
imagem e texto a itálico retirado de pimenta negra.

NINGUÉM É ILEGAL
CONTRA AS PRISÕES ADMINISTRATIVAS
Em toda a Europa pessoas são perseguidas, detidas e deportadas, só pelo facto de serem imigrantes à procura de melhores condições de vida.
Em Dezembro imigrantes marroquinos desembarcaram no ilhéu da Culatra, em Olhão. Estão actualmente detidos no centro de detenção do SEF no Porto.
MOBILIZAÇÃO EUROPEIA CONTRA OS CENTROS DE DETENÇÃO.
SÁBADO 19 DE JANEIRO – Acção no PORTO.
CONTRA AS apreensões E DETENÇÕES ARBITRARIAS!
Regularização e Documentos para todos!
ENCERAMENTO DOS CENTROS DE DETENÇÃO!
CONVOCATÓRIAS para reuniões de preparação
Vão-se organizar reuniões preparatórias para a jornada de mobilização contra os centros de detenção e as prisões administrativas para as pessoas indocumentadas
Lisboa -
reunião de preparação na segunda-feira, dia14, às 20H30
na SOLIM, rua da Madalena, 8.
contactos
guichard.benoit@gmail.com
justinelemahieu@no-log.org
Porto -
reunião de preparação na Casa-Viva (praça Marquês de Pombal nº 167) na próxima quarta-feira, dia 16, pelas 21h.
Posted on January 13th, 2008 by pedrovski
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juntos, sozinhos em volta duma grande mesa de jantar, era enorme e desenhava-se ali só para nós 2. parecia uma história de amor. eu fui à cozinha e trouxe o prato, descontente com o resultado, trouxe mais, e outro, e fui trazendo pratos e mais pratos, a mesa já estava superlotada de pratos, eram pratos maravilhosos, cheios de cor e amor, eram pratos dignos de realeza; já soava de tanto trabalho. já estavam mais de cem pratos e tu ainda não sorrias. não fazia mal, eu não desistiria tão facilmente. arregacei as mangas e dancei ridiculamente à tua frente. queria mostrar que nem tudo em mim era belo, porque se calhar querias algo mais simples, mais óbvio e dancei feito parvo, tentei fazer os piores movimentos de corpo possíveis e tu riste! eu? eu chorei…
sentei-me e decidi começar de novo, desta vez gostava de ouvir e esperei por algum movimento da tua boca. estava de olhos fixos nos teus lábios e eles mexiam-se lentamente num absurdo de ideias ridículas e lugares comuns então distraí-me do som e rodeei a tua boca com os olhos. que desejo enorme de beijar aqueles lábios, aqueles lábios, aqueles lábios; meu deus eram demasiado belos para serem verdade. eles mexiam-se energicamente no desejo de se fazerem ouvir, e eu? continuava fixo naquela forma… eram ligeiramente salientes, não exageradamente salientes, o suficiente para o meu desejo de os tocar vencer qualquer tipo de razão. teus olhos olhavam longe, estavam bem distantes, tão distantes… eram lindos, ligeiramente rasgados, mas não exageradamente rasgados… e o olhar, o olhar era duma criança… eu já estava quase em estado de nirvana, nada existia mais belo que aquele semblante, eu estava atónito, estava embriagado, só tinha um objectivo em mente, eras tu. eis levantei o braço e disse:
- pêra ai, se eu simplesmente passar meus braços debaixo da mesa até junto do teu corpo e tocá-lo em prazer? escondido dos outros, ali em baixo da mesa onde certos olhos não espreitam julgadores? amarias meu toque até ao fim? amarias minhas carícias mesmo que talvez malícias? sentirias esse vibrar do corpo que faz da vida um só objectivo?
hoje, acordo e espero pela resposta…

Posted on January 11th, 2008 by pedrovski
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afasta-te que o teu corpo não se coaduna neste quadrado, tens de voltar a casa e limar todas as arestas e ficar bem limpinho para assim enfeitares o meu quadradinho mágico. o que pensas, talvez feio e rouco, estará conectado a uma rede global de pensamento consensual porque ambiciona-se um fim cinzento, um futuro de betão armado e uma história esquecida.

Posted on January 11th, 2008 by pedrovski
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alguém ouve?
viajar em luz é perigoso!
amar sem fim é queda…
sonhar com o exequível
bradar aos céus
e pedir por perdão
no silêncio dos gestos
à distancia dum sol!

Posted on January 11th, 2008 by pedrovski
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passava da meia noite e liguei-lhe, estava ausente, era mais que perceptível pela sua voz insípida e distante. porque haveria de pensar que agora seria diferente? porque pensava eu que seu eclectismo que tanto rancor guardo seria hoje algo mais. deixei-a vaguear pelas palavras que resguardavam toda a agressividade mas que à flor mantinham aquela indiferença.
- eu disse-te não ouviste? ora vai lá ouvir, porque está lá, na noite de ontem deixei-te um recado e tu não quiseste ouvir, ou se calhar querias algo diferente então ouviste tudo à tua maneira! saltaste as minhas palavras e criaste uma ilusão de ideias.
- sim, não ouvi essa parte – respondi.
e guardava em mim um desejo enorme, quase irresistível de tudo ali dizer novamente, tudo o que já tinha dito, tudo o que já estava mais que descrito pelos meus gestos e minha atitude descomplexada, mas deixei-me ficar, perguntei-me para que? tudo seria igual! tudo era o mesmo, ela era o mesmo, o mesmo, nada vai mudar, tudo ficará neste jogo de palavras e de sentimentos cobertos. o teu amor é fim, o meu, é o inicio dum fim!

nada esta fronteira
nada é sonho,
sou em ti nada
nada eu respiro
por ti nada
em ti nada sofro
nada existe em mim
em nada pensas
no nada somos
nada é esta vida
escuro de nada
lágrimas no nada
paixão por ti
nada,
amor em ti
nada!
sou nada
sou nada
para ti…
Posted on January 8th, 2008 by pedrovski
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ofusca luz
que não traz mais um sorriso
porque enfastia-se
da dor,
ofusco amor
padece
na tua ausência!

Posted on January 5th, 2008 by pedrovski
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- estou?
- olá!
- oi…
- queres ir à luta?
- sim… quero?
- queres mesmo?
- …
- encontrei-a estava nua num ecrã de televisão…
- sério? ela… sabias? era ela?
- sim era ela…
- e era sobre quê?
- depois contam-te, mas queres ir à cena?
- sim…
- o que é essa música, tás numa igreja?
- tou num sítio lindo…
- andaste fumar?
- se fosse fumar… uuuu… tão lindo
- mas queres ir mesmo, mas a que horas…
- não me confundas, depois vejo se quero ir…
- ok! pronto…
- tou num sítio lindo… laaaaaalaalaaa
- tenho uma aranha a correr pelo vidro…
- deixa lá isso…
- ok… então xau…
- lallaaaaaaaa
- xauu!!
- ok xau

Posted on January 2nd, 2008 by pedrovski
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estava encostado ao muro junto ao café, no meu casaco verde tropa uma nódoa gasta pelo tempo de café sorria para a esplanada. seria inútil pensar muito nisso, eu não bebo café, estou demasiado em êxtase para pensar em drogas. o coração acelera-se com o próprio real e a adrenalina dispara com o horror do mundo. estava farto, farto. os zumbidos da injustiça tiravam-me do sério, naquele dia queria berrar que mundo estúpido, que gente estúpida, corações mortos, sentimentalismo absurdo!
bradei para um cliente do café que estava na mesa mais próxima – percebes o presente? – olhou-me um pouco indiferente, um pouco assustado, como se o tivessem tirado da cama à força e não tinha capacidade de reagir! então aproveitei-me de sua apatia e continuei – estás tão ciente dum futuro igual não estás? estás perto da morte, não estás? e se eu agora dissesse que neste café deixei uma bomba e neste momento faltam 10 minutos para detonar? que farias? corrias apressado para bem longe? achas que eras capaz de fugir? eras? ou pensarias no futuro talvez irei fugir, agora fico aqui à espera que a ver se é mesmo verdade, se for fujo? se explodir e eu for pelos ares então fujo com toda a força porque não quero morrer… diz-me? fala-me?
