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sol

Posted on March 29th, 2008 by pedrovski
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o sol perde-se feito vagabundo no céu se na terra ninguém sente mesmo seu imenso calor…

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amor

Posted on March 28th, 2008 by pedrovski
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amor estende-se capicua. amor hoje é a falsa rebeldia de dissimulados e mal amados. amor é quimera vendida, amor é… amor é a preferida mentira para quem jamais sente. órfão em mim estes desígnios, nada me agita a memória, e nada, nada me presenteia a emoção nesta decadência pseudo-sentimental do mundo. falta-me a falta de ar, respiro por respirar sem pensar, posso enrolar uma forca pelo pescoço e assim fazer soar gritos de horror. o terror das caras ao ver o meu corpo balançar não parte dum sentimento natural empático, nunca partirá dum genuíno toque de humanidade, jamais partirá dum coração, parte apenas dum conjunto de reacções automáticas, ensinadas, incutidas, entranhadas, aceites como a realidade que o sol visita-nos os céus, ou a lua roda em órbita. esta mentira que vivemos, esta fraude, suspiros sem dor, amor sem amor é a estirpe da nossa gente…

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céu desluza

Posted on March 22nd, 2008 by pedrovski
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à espera da tempestade voam
cobrem os céus de rabiscos negros
esperam tempestades ao céu
numa paciente raiva e revolta

ranger dentes afiados é ágil sintoma
desta guerra oblata

nada faz sentido nesse ausente
céu
nada faz sorrir este cheiro
solitário

prende-me os tímpanos às costas
não quero ver
apenas magicar pensamentos
quero a cegues
deste momento

à espera da tempestade
rabiscos voam sem vaidade
escondem a raiva e a revolta
num negro céu…

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volúpia

Posted on March 10th, 2008 by pedrovski
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vagas de ausência cintilam levemente no azul. viagens de existência fragmentada aglutinam-se no branco. tu, nesse nada inspiras tudo; tu nessa indiferença facilitas o desejo. esta religião fraca, de fé cega, curvas assexuadas e géneros indistintos só vislumbra um desejo de possuir parte desse corpo abandonado. na minha ignorância perante mim enche-se o desplante de dignificar a solidão e o vazio é apenas com intenção de saciar uma barriga de fome de gula. o teu corpo, as tuas mãos, a tua pele, as linhas do sótão dos teus braços e as curvas das nádegas estão envoltas de tecidos e tecidos. O semblante esconde o sexo amorfo de desejos encantados e flores mágicas de conspirações e segredos apaziguadores da indiferença… resta-me fazer as malas e partir onde não há corpo, não há inocência de volúpia, nem há esta exuberância do sexo forte.

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mercado do bolhão

Posted on March 3rd, 2008 by pedrovski
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bolhão está em perigo! na rua, no bolhão, no coração a luta persiste!!

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