:: hop3 ::

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ouvir-me

Posted on June 29th, 2008 by pedrovski
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droga, momento subtil, esgueira, limite, tempo, corda no pescoço. tempo soluções? esperas o mundo, conspurcas-me algo novo? rodeias-me o corpo, estragas a festa. merda de responsabilidades. liberdades choram, vidas rompem-se, corações prendem-se, estigmas vencem-se, medos atrofiam-se, almas perdem-se, amores dilaceram-se…
criar sabores, são mil sabores na pele… são sentimentos em círculo, são rodas de vidas ganhas ao pão. o dinheiro sem vida, a vida sem dinheiro, o desejo sem carne!
é um simples erro de cálculo, estou sem respirar, estou à espera de suspirar… tenho de conter a respiração e manter-me são. as garras afiam-se de rompante nas pernas. estou sem medo de andar e as pernas estão imóveis… estou sem medo de sentir e o coração está longe do meu peito.
merda para os objectos, as profissões, os espaços longe, as profissões, as profissões, os afazeres, a vida de adulto nobre, escravo da multidão!! ahh, o peito, o peito. a criança perdida, o desejo de vencer a sociedade, de ganhar o direito a sentir pleno, de ganhar o direito a tudo deixar até o desejo de ganhar!



desfasamento dos céus

Posted on June 19th, 2008 by pedrovski
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bate a som grave, ritmo lentamente faseado, hipnótico. seguem o som dos sentidos, entram sem aviso, macacos no cérebro, só macacos no cérebro. o vento chilra uma solidão, duas solidões. queria…
sabes o que tanto sonhava? não posso dizer… está sobre os lençóis está no ritmo dumas nuvens intocáveis ao vento. subo, subo, subo a pensar sempre na queda livre, nos ossos a estalar no chão. subo por ti, até cair por ti. deus, não fiz tudo por ti? meu amigo deus, criador desta farsa, desta mentira, jamais acreditarei em ti. deus, não fui tudo o que pediste? deus, não serei tudo o que sonhas? deus, és tu parte de mim?
o que faço, todo o comportamento matematicamente deduzido, racionalmente desenhado, emocionalmente correcto, sentimentalmente belo perde-se nas ninharias das abstracções. não tens culpa, nenhuma aliás. é o mundo que nasceu injusto, foi deus que pecou. perdoai o senhor que ele não sabe mesmo o que faz…



imensas…

Posted on June 17th, 2008 by pedrovski
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desculpa mundo se parar de sorrir por mim. desculpa meu amigo mundo se deixar de pintar para mim, e desculpa-me meu imenso mundo se deixar de amar por ti!!



amoras amargas com trago doce

Posted on June 17th, 2008 by pedrovski
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forca escreve-se a lápis cortante. o teu coração incendeia-se a cor de corpos celestes. julguei ver o mar e só derreti numa sombra gélida. és um todo parte desta partida ao redor de inúmeras crateras que afundam-se no peito ao som de lágrimas estridentes mudas para o exterior!
tentado pelo desejo, atormentado dentro do corpo, magoado dos pés ao pénis. incendeio-me sem alma, vazo de coração e de choro vazio. perguntei, quem és tu que sentes? e porque sentes tudo? e sentes tudo? e porque vês um círculo tão redondo na minha mente? e sabes mesmo o que queres? e sabes mesmo o que perdi? e sabes tu, as voltas que o corpo dá quando anseia despir-se de preconceitos?
o mal de tudo é que só posso bradar ao mundo o odeio incessante por amoras. embora adore amoras, amoras já roxas de vidas. e rodeio as amoras com os lábios e sinto as amoras nos dentes a roçar o céu da boca, sobre os pés dos queixos. as amoras presas ao pescoço lentas e rápidas, as amoras pequenas, redondas e confinadas às orelhas. as amoras são o sumo do meu ser. amoras tudo perco por ti…



parani

Posted on June 15th, 2008 by pedrovski
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em cheiro de primavera
mãos encontram braços
e pele brinca com pele

lábios encurtam dor
abraços abrem janelas

perco-me encontrando-me
em ti
sinto-me em ti
perco todo o medo de ti

e se tudo em arde
de sentimento
e se pouco de mim
faz parte também de ti,
e um pouco de ti
desejo ser um pouco de mim,
então peço
a quem poder ouvir,
hoje e agora,
um desejo por ti!



colapso finaceiro global!

Posted on June 15th, 2008 by pedrovski
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a inquietude
parte janelas
rumo a outros jardins

a inquietude
sublimou-se ao estado actual

a inquietude
deste meu presente
é um presente ao coração

a inquietude
em que me encontro
desencontra-se de ti
mundo

a inquietude
contra o poder

a inquietude
contra o dinheiro

estarás mudo
quando o dinheiro arder!



perdido

Posted on June 9th, 2008 by pedrovski
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perdido, leve…
passo forte, mãos cheias,

sou forte
perdido,

engulo desejos
sinto tudo
devoro o medo
inspiro liberdade
rastejo na solidão
odeio a multidão.

sou,
um pouco são
um pouco não

viajei,
por amor
sonhei,
com amor
perdi-me
de amor…



segurani

Posted on June 9th, 2008 by pedrovski
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a mão sobre o dedo, a pele sobre orelha, as saudades dum cheiro familiar. aos poucos encontro uns lábios e a mente viaja sobre os pensamentos…



morte bela…

Posted on June 8th, 2008 by pedrovski
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o sal olha-me com pálpebras simpáticas e misteriosos. a abundância dos dias de hoje ferve sobre uma solidão fria. a cosmética sobre o nada cheira a esterco bem no seu centro. no âmago de cada sítio do teu profundo ser esconde-se uma morte bela.



a velha história

Posted on June 8th, 2008 by pedrovski
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resta-me baloiçar à esperança. sinto que respiro um novo sonho mas histórias de um velho fantasma ainda esvoaçam em pequenos momentos de escuridão…



diário h-1

Posted on June 4th, 2008 by pedrovski
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fui a caminho da praia na tentativa de escapar a uma desavença. queria sentir o mar. cheguei, parei a minha bicicleta e deixei-me dormir junto a uma pedra sobre um sol agradável. acordei, e quis ligar a alguém que gosto, mas estava chateado por achar que essa pessoa leva o egoísmo ao absurdo.
fui até junto do mar, até a agua tocar nos pés. não atendeu, irritado atirei o telemóvel pelo ar para trás das costas, enquanto ele ainda chamava alguém. depois dum bocado fui lá apanhá-lo e estava em voice mail… desliguei…
olhei para o mar e acalmei-me. incrível como é difícil quebrar assim do nada um laço de amizade, mesmo que o queiras, quando para o outro, pouco parece interessar, alias uma das únicas boas características do egoísmo extremo é a independência em certos momentos dos outros que “gostas”(usas).
quis estar bem, inspirei fundo e deixei-me ouvir o som do mar. já estava a curtir o vento, quando de repente ouço uma voz – oh menino!! precisamos ajuda!! – 2 mulheres e um homem junto ao mar, as mulheres carregavam 2 bacias grandes azuis. e a mulher de braços ao alto, e continuava a bradar – precisamos de água do mar para lavar peixe – embora não fosse uma razão muito vegetariana lá fui até o sitio, a mulher queixava-se que tinha asma e não podia molhar-se no mar. de calções verdes tropa, entrei pelo mar dentro, não estava nada frio, quis apanhar a água transparente então deixei-me molhar bem e apanhei agua. fiz 2 vezes até encher bem as bacias. depois, precisaram de ajuda a carregar. o homem e uma das mulheres seguiram com uma e eu segui com a outra, com a outra mulher, a que me falou de inicio. ambas as mulheres eram fortes, quase o dobro do meu tamanho. infelizmente o tamanho não era proporcional à força e a mulher mal conseguia carregar uma bacia comigo que pesava menos de 10 quilos. o homem e a mulher na minha frente andavam cada 2 metros e descansavam! já tavamos quase no topo e a mulher quase sem fôlego diz-me que apanharam peixe em espinho mas tava cheio de areia, seguidamente riu-se descontroladamente… repetia – o peixe de espinho é cheio de areia! – não me consegui rir, mas sorri de forma simpática. lá deixei a mulher já perto do carro onde supostamente se encontrava o cadáver do peixe (não o quis ver). desci novamente, precisava de secar os calções, ia para a casa da horta trabalhar não podia aparecer de calções molhados. no entanto era tarde, segui na minha bicicleta de volta desde gaia até ao porto. pelo caminho uma menina corria atrás duma bola de futebol que por instinto ao chegar perto da minha bicicleta rodei o volante e fiz-lhe um passe direitinho, não o conseguiria fazer novamente, ela riu-se, nem consegui-lhe sorrir estava com algum impulso, um mal da bicicleta é que parece que as vezes perdes alguns momentos interessantes. depois cruzei-me com outra rapariga, esta já adulta, parecia gira, mas outro mal da bicicleta é que não tens tempo para apreciar quem passa por ti a não ser que olhes fixamente espécie animal esfomeado e eu gosto de ser discreto. mas reparei que tinha uns óculos escuros, uma coisa que nunca consegui usar. será que quando ela trava a bicicleta não tem medo que os óculos saltem para a frente? continuei o meu caminho, sempre a passar por pescadores de rio, que raio de peixe pescam eles ali naquele rio inundo? já depois da ponte D.Luís passei pelo túnel e à direita, já dentro do túnel um gato preto estava morto. se há coisas que me provocam tempestades interiores são animais mortos na estrada, enaltecem o meu ódio aos carros duma forma quase descontrolada, apetece-me naquele momento incendiá-los a todos, um por um… entretanto pensei em escrever este relato, antes mesmo de chegar à casa da horta. mais pelo surreal das mulheres a quererem lavar peixe e pedirem ajuda, e como em dois momentos diferentes vi a morte de animais provocados duma maneira, se calhar, desnecessária…



folhas caídas…

Posted on June 2nd, 2008 by pedrovski
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a árvore de sonho
rapidamente despiu-se
até o nu ser cru
até o cru ser dor
e a dor ser tudo!

as folhas caídas,
respiram um fim
brevemente repetido
até finalmente
o coração parar…