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amoras amargas com trago doce

Posted on June 17th, 2008 by pedrovski
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forca escreve-se a lápis cortante. o teu coração incendeia-se a cor de corpos celestes. julguei ver o mar e só derreti numa sombra gélida. és um todo parte desta partida ao redor de inúmeras crateras que afundam-se no peito ao som de lágrimas estridentes mudas para o exterior!
tentado pelo desejo, atormentado dentro do corpo, magoado dos pés ao pénis. incendeio-me sem alma, vazo de coração e de choro vazio. perguntei, quem és tu que sentes? e porque sentes tudo? e sentes tudo? e porque vês um círculo tão redondo na minha mente? e sabes mesmo o que queres? e sabes mesmo o que perdi? e sabes tu, as voltas que o corpo dá quando anseia despir-se de preconceitos?
o mal de tudo é que só posso bradar ao mundo o odeio incessante por amoras. embora adore amoras, amoras já roxas de vidas. e rodeio as amoras com os lábios e sinto as amoras nos dentes a roçar o céu da boca, sobre os pés dos queixos. as amoras presas ao pescoço lentas e rápidas, as amoras pequenas, redondas e confinadas às orelhas. as amoras são o sumo do meu ser. amoras tudo perco por ti…



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