Posted on July 20th, 2008 by pedrovski
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não quero, e não preciso. necessito? agarras-me? porque pode parecer que não, tudo cai!! e cai e cai… posso dizer, com segurança que rendo-me a loucura se assim achar necessário. posso dizer que não mais existo se um dia assim desejar. e posso um dia tudo esquecer, e tudo deixar de amar.
agarra-me com dentes afiados, acalma-me porque aqui dentro! tu não vês… ninguém sente, ninguém sequer concebe, mas a dor cresce e cresce! aqui dentro de mim, há uma insanidade maior que possas sequer conceber. está fora dos padrões do meu corpo. não se lê nas minhas expressões nem nos movimentos dos lábios, ela guarda-se, é maior que força do mar. ela corre dentro das veias, ela visita-me quando fecho os olhos!
esta brutalidade dentro de mim está resguardada pelo imenso regozijo de viver no jogo e no riso. ela esconde-se no meu sorriso! ela ama, ela ama intensamente, ama até nunca mais esse sorriso!
esta insanidade é capaz de matar o mundo em volta, incapaz de sequer levemente fazer-te sentir dor, ela é capaz de destruir-se por ti!
um bater de coração esconde-se duma alma perturbada pela segurança de si mesma!!
a loucura dentro de mim, é o momento mais são do meu corpo. esta loucura escondida da fábrica de lazeres do mundo é um prémio que te dou aos poucos…

Posted on July 20th, 2008 by pedrovski
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trazes-me a nicotina
leve, não aquela fumada e popular
trazes-me uma nicotina de prazer
trazes-me a dor de perder…
realidade é doente,
verdade dormente, encaixotada
presa dentro de si mesmo
moldada pelas vontades e rejeições
alguém grita-me enquanto as chamas levantam-se
cansei-me de liberdade
quando a liberdade está difusa
a libertinagem é fuga
estou embriagado em prazer
estou viciado em prisões
estou em liberdade para não amar
estou preso dentro de mim mesmo
respiro a doença da possessão
inspiro desejo de sentir além…

Posted on July 7th, 2008 by pedrovski
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a mão desce sobre o tronco, ela encontra a suavidade do musgo, ela transmuta-se nas saliências dos seus lábios. sedutora paixão, vento sobre as folhas, corpo abraçado, jovem solidão. agarro-me às orelhas do teu corpo, prendo-me aos ramos da tua arvore, saboreio o fruto sem o morder. rodeio os pensamentos, beijo os sentidos!
pé a seguir o outro pé. sombra sem chão, doce solidão de 2 corpos. esqueci-me de tudo, deixei-me de amargura, fora com a dor… foi uma tentação.

Posted on July 4th, 2008 by pedrovski
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receio, desgostar do meu gosto.
o trago soa já amargo,
tudo vai mudar
o céu caí…
agora sei,
agora mudo, mudo o mundo!!
o mundo que circula beneficia do meu silêncio!
o silêncio guarda-se ao momento que o teu sentimento despoltar todas as dúvidas!
encho-me de apatia! nesta letargia, imóvel, agarro-te para não sentir
o teu sentimento…
merda de luzes na mente, acendem-se apagam-se!! paixão anula-se, amor constroi-se na merda!!
ouves o que perdes?
ouve…
está lá fora!!!
não sonho por ti!!
vivo sem ti
vivo por mim
um breve adeus…
Posted on July 4th, 2008 by pedrovski
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agarro solidão dormente
amo, amarrem-me perdidamente
preciso de amarras
libertem-se as garras!!!!!!
