Posted on November 29th, 2008 by pedrovski
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e chega sorrateira noite
todos dormem, ratos da mente
colhem a tempestades no sono
uivam silenciosos
no escuro do pensamento
ratos da mente
habitam esgotos
de metal
e roldanas infinitas
giram e fazem
girar ponteiros
o tempo acaba
a história repete-se
estes ratos
são poeira das artérias
chumbo nos dentes
inspira-me a solidão
resta-me a dor
vivo hoje, sem ratos
no sótão
respiro hoje
a nudez da vingança
de não repetir o surdo
embora ouço-me
quase mudo…

Posted on November 9th, 2008 by pedrovski
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deixo-te a minha morada
esfrego-te talvez um código postal
fico com a tua memória
e canto em silêncio,
a tua ausência!
um dia, talvez quem sabe amanhã, já esqueci de me lembrar… claro, que, há memórias que ficam, há memórias sem futuro que se prendem na parede, mas há outras memórias, memórias que respiram futuro, memórias que se lutam hoje, agora. há memórias que por nunca quererem morrer, elas vivem por voltar…
essas últimas valem um pouco mais… as vezes, muitas vezes, não são memórias de acontecimentos são simples memórias de sentimentos que te agarraram prenderam, espernearam, deram a volta a cabeça e fizeram-te mudar perspectivas, sonhos, ideias, ideais, utopias! essas!!!! essas poucos a deixam…
Posted on November 9th, 2008 by pedrovski
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se quiserem…
mandem a Mcdonalds à merda e o bill gates pó caralho!

passou quase um mês e ainda está lá…
Posted on November 9th, 2008 by pedrovski
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tinha algo a dizer sobre a crise mas esqueci-me, decidi soprar contra o vento. assim sente-se o impacto a esticar a pele rija. o banco mundial, regozija-se com tanta pânico, afinal, para quem não sente, a queda, por mais alta que seja, é leve! para quem está morto, pouco importa para quando estará o dia da morte. não é uma questão de maldade, é uma simples máquina de calcular desenhada para contar números e chupar as décimas…
o povo na sua inocência acredita quer bastará alguém no poder de pulso firme de ideias para que algo mude. os presidentes, gerentes são telha duma casa de paredes a ruir! mas votem e alimentem esse sonho que a telha faz a casa mesmo que podre. ou então mandem cartas aos gerentes das multinacionais a pedir, com licença, que dividam o resto da mesada com a malta! e por favor não deitem abaixo tantas árvores, e, se se lembrarem deixem de enviar resíduos tóxicos para o mar, o ar, a terra, e no fim se der tempo deixem de fomentar guerras e limpar o sebo aos poucos povos nativos que ainda resistem no hemisfério sul. É fácil, estende-se a mão com um sorriso e tudo se consegue! é só acreditar que tudo muda num click, um dia até se poderá votar pela net. vota! vota e vota, sorri e vota! sorri e vota!
Posted on November 4th, 2008 by pedrovski
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enfeito-te em sonho
perfeito
e és o sonho perfeito
e dormes
sonho perfeito
e reages,
sonho perfeito
cruzes, pecado imortal
de desejar
não tocar o desejo
experimentar o lábio
és o sonho perfeito;
luzes vacilam
sobre o verde das paredes,
és um sonho perfeito
bebo até desmaiar
vivo por desejar
ah, essa droga
subtil
que aqui entra
encaminhada
pela imoral!!
esta droga perfeita
sonho já imperfeito
torna-se obsessão!
leva-me,
se quiseres,
perco-me em pensamentos
estou perdido, preso
agarrado à minhas próprias pernas
é pueril o teu sonho!
é perfeita esta droga…
o sonho é agora
a droga…
a droga perfeita
o sonho imperfeito…
Posted on November 4th, 2008 by pedrovski
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dobram-se os joelhos, prendem-se as costas… rebola-se, rebola-se, ajeita-se o queixo, mata-se a vontade! descemos e descemos colinas em fogo permanente. impediosa a autoridade, forte, estúpida, charmosa, ridícula!
fraqueja-se a espinha, revolta-se o céu, mostra-se a lua, envolve-se o nu! as memórias, as memórias morrem nos sabores das futilidades, as memórias regem-se pela audácia! eu amo cadaveres de memória e idolatro imagens ilusórias, abstracções do real… mantenho-me vivo preso a máquinas mais fortes que eu. mais forte que eu e que a minha condição é esta vontade de sobreviver…
Posted on November 2nd, 2008 by pedrovski
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atrás da mascara mortuária
uns olhos que ontem nasciam,
cede-me uns lábios,
uma conversa
num distante frio,
voltei a ontem e chorei,
porque o mundo é estranho…
fútil
as vezes, muitas vezes,
tudo morre ali dentro,
tudo se estreita
até um fundo perdido
enchido de flores mortas
cheias de cores
e razões,
morais!!
no fundo
tudo está mais que visto
não se aprecia a vida
então vangloria-se a…
morte