ancoviro I
Posted on December 15th, 2008 by pedrovskiPosted in textos soltos | No Comments »
vivo às escuras, não me percebo. quebro as minha regras. já não preciso confirmações. posso dizer tudo, só não digo o que quero jogar, o que quero dominar. penso em ti. sim tudo o que digo é verdade e o que não disse, é verdade também. tudo o que pensas que sinto, e aí dentro o que pensas que quero, está tudo certo. estou à espera que o mundo se mostre e defina-se. não posso alterar a entropia, posso alterar os pequenos gestos. quero-te aqui…
viajei em tempos a sítios perto dos teus lábios, e os beijos soaram as minhas certezas e incertezas. eu sei quem é certo para o meu corpo e percebo as curvas do pensamento e da mente. a mente funciona em estado de sítio, em constante revolução e faz apologia ao não.
aqueles lábios, na sua ligeira saliência e o nariz tão estimado… quero um pouco dessa pele e inocência de espírito. porque tanto sonho, e porque perco aquela batalha que mais estimo? não sei explicar isto, era tudo… cheirava… sentia-se ali a tensão e o coração a bater forte. tudo acaba, e acabou no começo de tudo… deixei-me amar, perdi-me no mar… as coisas que tinha para ti, os desejos, as… não posso pensar mais, deixa tudo tão pobre, e deixo de viver o que tenho …