:: hop3 ::

:: hop3

afinal és o mar

Posted on May 31st, 2009 by pedrovski
Posted in textos soltos | No Comments »

e o mar ofusca a dor,
os cabelos das ondas nos dedos,
o infinito deitado sob o céu,

a imensidão da alma
o coração que levanta o peito
inspira o sal!

a esperança no horizonte
vive do sol,
a memória das tuas palavras
ao som do mar da noite
cresce em mim dia após dia,

esqueci-me de não esquecer
o quanto és mar
e o mar é infinito



a minha…

Posted on May 27th, 2009 by pedrovski
Posted in textos soltos | No Comments »

minhocas na terra abrem buracos,
minhocas no cérebro atacam a virgindade,

a bandeira mantém o presente a arder,
quero ter fome de barriga cheia!!
o afecto nasce na desistência!
não posso desistir da noite quando o dia traz-me saciedade!

então agora mato-me para ter um pouco de ti,
donde nasce esta irascível vontade de querer?
de todas as maneiras tudo parece morrer!

não há céu para agarrar não há inferno para sofrer!!

uma esperança, um motivo, um desejo!!!
cala-me esta lua, mata-me esta viagem! mostra-me o céu…



perto

Posted on May 27th, 2009 by pedrovski
Posted in textos soltos | No Comments »

tudo o que fazia, tudo o que queria,
estive longe da terra
fez luz no céu
ajudo-me a afundar, afundar
o azul é imenso
tento tar perto, perto das nuvens!

dsc065561



antro-espiritismo

Posted on May 24th, 2009 by pedrovski
Posted in textos soltos | No Comments »

o coração pede sempre primeiro pelo prazer, as metáforas concretas passam a realidades espirituais. e porque não pode um coração pensar, e porque não pode o céu ser azul por mim? porque não pode a paixão afrontar o vivido e porque é que a maravilha do vivido nas suas incertezas conspiram por vezes contra meu desejo? esta aceitação da caos do universo, que nos traz alegrias e afunda-nos na roda dos acontecimentos colide com este desejo de ser o centro… porque não é tudo feito para mim?
gostava de acreditar porque há algo que me mantém refém da esperança, algo que falta neste meu caminho… embora possa perfeitamente aceitar que, o que é realmente belo são os factos da vida, de toda a vida neste universo, não os pseudo-mundos antropocêntricos, egocêntricos dentro de universo tão vasto que se escondem dentro da pseudo-espiritualidade capicua e desonesta.
a espiritualidade como é frequentemente acreditada, ao ser verdade tornaria este mundo tão previsível e indesejável, que faria reinar a depressão da rotina, de tudo sabermos e tudo ter ordem previsível.

a verdadeira esperança é aquela que nasce de toda a incerteza do amanhã, esta assombrosa realidade, dificilmente aceite e que este universo nos prende com as maiores garras!



contos

Posted on May 12th, 2009 by pedrovski
Posted in textos soltos | No Comments »

e procuro esta alma, tentado e magoado
dentro da minha cabeça,
formam-se mudanças, porque sei quando perdi,
soltam-se libertinagens
escolho as rédeas da solidão
e pergunto-me…
será que sabes quanto perdeste?
sabes o que querias?
fingir amor é pegar fogo à casa…



perdi-me

Posted on May 12th, 2009 by pedrovski
Posted in textos soltos | 1 Comment »

se não é tudo passou a nada para mim. perdão, já procuro outra viagem…

dsc0651111



viva…

Posted on May 10th, 2009 by pedrovski
Posted in textos soltos | No Comments »

abri esta garrafa vazia,
de punho cerrado… compreendo o meu ódio para com determinadas gentes. na verdade não me drogo como eles, decido algo mais elaborado e verdadeiro. a universidade aqui no porto, e com certeza em muito sítios, inala-se fotocopiadora xerox. detesto sentir este surto de superioridade para com o vazio da massa estudantil. mas é na sua suposta superioridade que lanço a minha vaidade que me faz comichão.
como será possível tanta minhoca de cérebro e como é possível tanta gente sem sentido de vida? juntam-se e berram a sua escuridão. é que esta gente chega mesmo ao cúmulo da obediência, onde até de joelhos em frente a um trambolho de gente se põem.
mulheres que respondem ao rito antigo de ajoelhar-se perante a ordem, não tenho pena, hoje poderiam ter a escolha e escolhem a submissão.
e repara como marcham e preenchem os espaços deixados por uma suposta liberdade? repara como falam desprovidos de sentido real, e repara como brincam oprimidos?
assassinos, replicadores de bosta de pessoas até quando as máscaras? e com medo da dor todo o teu sentido de liberdade esvaiu-se, porque nada volta a ser como dantes depois de vergares ao poder…
dá-me outro ano deste inferno na cidade e agarro-me à tua cabeça e arranco-a com os dentes depois sentirás o quente das verdadeiras chamas da queima!! porque dum dia para o outro espero, a praxe acaba de vez!



encontrar…

Posted on May 6th, 2009 by pedrovski
Posted in textos soltos | 1 Comment »

lanço e lanço a adivinhar futuros, decisões a tomar, regras a seguir. às tantas é só um beijo, um beijo verdadeiro que anseio. ou desejo estar sempre neste jogo sem fim de querer e não querer, de dar e não dar, de desilusão e esperança, de anseio e desejo sem fim.
mas é óbvio que sinto algo além mar, e prevejo sempre todos os futuros possíveis e impossíveis só porque quero tocar de outra forma.
neste enleio não leio a tua mente, esta começão sem locomoção viaja na tortura, angústia da usura de querer tudo para perder tudo.
e se soubesses o quanto significam pequenas demonstrações apoucadas e imaculadas… há algo autêntico neste jogo virgem, há sentimentos que brotam, estórias que se fantasiam, conexões que se criam, laços que não desvanecem, multidões de sentidos que não se conhecem.
e estou perdido neste tempo, a desejar outro tempo e a desejar que desejasse todos os desejos que desejo porque perdemos tudo dum momento para outro e perdemos este momento, perdemos o lance, perdemos a luta… estás aí?

dsc0646011



sentido

Posted on May 6th, 2009 by pedrovski
Posted in textos soltos | No Comments »

enquanto chamas renascem no horizonte, num mundo de milagres e incertezas o pulsar deste coração mudou de estação. porque atravessar chamas é tarefa simples para quem gosta do calor, hoje, decidi-me virar para outro horizonte, onde possa estar orgânico e complacente.
quero beijar um céu sem nuvens, rejeito a chuva tão essencial a esta terra que vivo, mas a falta de calor no corpo nasce desta vontade de verão. nasço o meu pensamento sempre com uma estação à frente daquela no presente.
para sempre vou sonhar flores sem fumo ou poluição.
compreendes que tudo poderia ser tão fácil? que o mundo não precisa de chamas no horizonte e que aqui dentro temos já o nosso lume? e enquanto decides viro a cabeça no sentido que romantizo e sonho…

dsc0646611



alucinação

Posted on May 1st, 2009 by pedrovski
Posted in textos soltos | No Comments »

traça uma risca bem marcada onde falhaste, a luz começa a falhar, e a luz começa a apagar e a vergonha conspurca-se solitária. e sabia! sempre soube que a cegueira desta viagem sempre iria pautar outro ritmo.
constrói a tua própria caixa de lata, e enfia-te lá dentro com o teu pensamento e a tua tralha intelectual. constrói a barricada e sonha contigo mesmo porque tudo de fora desilude o pensamento.  a comunicação prende os tímpanos em curvas sinuosas que vergam a razão, assim quando os teus lábios tocam outros a saliva já vem maltratada pelo que está no meio.
o que fazer dentro duma caixa sem luz? construo uns trapos e enrolo todos para ter a certeza que nada está perdido para o futuro. nisto tudo claro que dentro da lata a única perspectiva de vida será ver a luz do dia, embora saibas que nunca a verás totalmente mas vale fingir que sentes que um dia a verás… alias, senão, a morte espreitava no minuto seguinte. digamos que é a única mentira com a qual tens mesmo de viver. um pouco de espiritualidade dá-me um pouco de sentido humano. quem sabe não a vejo mesmo sem ela estar la?