Posted on June 22nd, 2009 by pedrovski
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todos os dias, um anjo chora por mim,
o inferno derrete chamas.
ele vive dentro da boca
e racha esta lingua com verborreia
direi algo bonito,
verde em lástima, repugnante lhaneza
e quando deixar teu semblante
nasce um fim sem pranto
nada volta atrás por ti
meu anjo de asas sem vento,
beijo-te cem lábios sem amor…
e este meu desejo de inferno
prende labaredas ao sonho,
os teus lábios são mais vazios
e cheios de pecado,
estou a descer para ti,
e vou deixar-me contigo…
o meu anjo sonha sem céu
e adorava viver sua vida,
mas um toque nos seios
vale uma viagem num céu azul…
adorava viver esta outra vida…
Posted on June 12th, 2009 by pedrovski
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se um mundo de terror estende-se no caminho. e as rebeliões renascem nas urbes de gente farta, desligada, vazia, inconformada com as televisões. se os comprimidos não acalmam as depressões, se as máquinas não esmagam todos os homens, se as eleições não escondem mais a ditadura do capital!
digo, estará tudo na rua a destruir, estará tudo na rua a berrar!!!
a loucura será o acto mais são de quem vive nesta prisão. e chama-se vandalismo, mas já nada importa, já nada faz sentido, já nada há para viver senão uma caixa de ilusões e um sofá. para quem a vida só nasceu de ilusões e para quem viveu e acordou para a realidade deste estado de injustiça, apenas vencerá o rumo da destruição de tudo o que nos oprime e contra tudo o que nos faz viver na ilusão das várias drogas do capital, seja cigarro, televisões, trabalho ou eleições!!
eu digo, em nada condeno, se todos forem para as ruas partir tudo! aliás apenas demonstra que afinal há vida neste estrume de organização social.

foto: atenas – the guardian
Posted on June 8th, 2009 by pedrovski
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e tal é a forma do adeus,
desenhado com círculos no ar com as mãos,
descrito nas mágoas das palavras.
os gestos impercéptiveis, o pesar a mastigar,
o esmagado por aquelas palavras.
se tivesse esperança em ti,
tinha tocado outra música…
e então olhei para o céu e esperei-te no horizonte,
e encostei a orelha às paredes,
e o universo conspira por mim para deixar
o teu leito podre…
Posted on June 8th, 2009 by pedrovski
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e o tempo passa
e eu só controlo a minha mente
e só eu, sou meu,
e os sentimentos que deixo para trás
os significados, as mentiras,
tão seguros hoje.
a amargura torna-se rotina
porque só sei da minha mente.
o amor em mágoa
torna-se homem morto
viajando, passeando o cadáver…
os anjos são da terra,
os anjos sofrem o cheiro da terra,
todo o resto do meu andar
escondido das costas, das saliências
de tudo o que vejo,
torna-se homem morto.