I
Posted on July 19th, 2009 by pedrovskiPosted in textos soltos | No Comments »
está tudo uma grande confusão, desarrumado!
e achas que mereces um pouco desta emoção? mereces toda esta dor? e achas que tens fome?
a tua pele respirava ócio, eu inalei mentira subitamente pelas narinas. liguei-te para o quarto e estavas ausente. é o orgulho agora que me pica, não o sentimento.
achas que estou confuso?
sou um homem pintado e elaborado num quarto, sou mobília do teu quarto, então não ligues ao disco riscado e deixa de ouvir. tenho transgénicos na tola… sabes porquê? porque quem não amo, não é meu amo.
a evolução da escrita acompanha retratos dilacerados, desconstruí quem sou para enlouquecer? deixas-me enlouquecer amiga?
no outro dia disseram-me que havia a sociedade do consumo e então nós consumimo-nos uns aos outros! deixaste os restos para o jantar de verão antes da partida?
não estarei cá para tua refeição, estarei digamos noutra ponte a suicidar-me noutro sítio já que, parece que não abunda gente por estas ruas.
o meu berro em revolta está quieto, é subtil, armado de gentileza, mas cá dentro o berro enche-me as veias!
hoje odeio-te!
