Posted on October 31st, 2009 by pedrovski
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acordo, o coração bate um ligeiro acima da corpo. venha o que vier, posso amarrar as tuas pernas à cama e nunca seria chuva na serra. o beijo ainda não foi ao céu do futuro.
Posted on October 26th, 2009 by pedrovski
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sinto emoções e desligo o telefone da corrente. pesadelos só chateiam no sono, sonego toda a angústia com a minha cabeça dentro de água a fingir, para mim mesmo, afogado.
Posted on October 25th, 2009 by pedrovski
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fotos inês caetano montagem tiago dias
Posted on October 25th, 2009 by pedrovski
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guardo meu anjo bem no céu! as noites vingam-se sem luz, a lua está sem voz de luto. os berros ecoam multidões, o desespero do álcool ressoa nas ruas da cidade. nas escadas a caminho da ribeira rompem-se passos embriagados. um andar sem ritmo no calor da rotina diária de ser amargo.
a injustiça de nunca, nunca poder viver algo diferente! o frio da indiferença nocturna.
agarro-te na noite sem luz mesmo sem os mistérios da lua.
Posted on October 22nd, 2009 by pedrovski
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Algumas fotos tiradas por pedro serra.
Posted on October 20th, 2009 by pedrovski
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rasgada almofada à faca afiada. papéis cor de rosa levam-me embora, longe daqui… o carinho sinto pelo caminho, debaixo do corpo dorido. há uma maça que posso comer se tiver medo de partir para outro lado onde tudo vira noite sem lua.
sinto o peso do escuro debaixo dos meus pés. foste o culminar da desgraça que é o ser humano, egoísta, partido, desvairado, desconcertado, insasiável. liberdade já partiu para ti…
esta é uma voz das cinzas já frias, resta-me a noção que serás sempre escrava… não há disputa a travar, só ódio!
Posted on October 18th, 2009 by pedrovski
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gostaria de perceber porque é que a minha mente me impede de dizer o que realmente pensa?
no medo nasce a sedução, na sedução nasce a conquista, na conquista morre a verdade…
não quero nada para mim…
Posted on October 18th, 2009 by pedrovski
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o que posso dizer dum fantasma que se perdeu a caminho da campa?
onde estás agora?
Posted on October 18th, 2009 by pedrovski
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há um deus em cada movimento do pensamento, tentei tirar-me daquilo que nunca serei suficientemente bom. as ervas são mais apetitosas se a chuva tirar este meu apetite voraz. o céu estará sempre longe para mim porque decidi chamar o fim à queda.
a angústia nasce num prazer de virar o teu corpo contra o meu e dançar em direcção às chamas. toco-te assim no nada ao som das gaivotas matinais e do vento frio da manhã. não serei tudo para ti porque o todo perdeu-se com a ciência da razão.
tentação…
Posted on October 4th, 2009 by pedrovski
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enquanto o escrutínio eleitoral tornou-se o centro da atenção mediática e da conversa política uma série de questões assombram-me;
a decisão de, se devemos ou não participar, votar, neste circo eleitoral será sempre controversa acreditemos ou não neste modus operandi da democracia representativa onde delegamos as escolhas e fechamos os olhos e muitas vezes o bom senso.
embora consiga estabelecer diferenças mínimas entre a esquerda e a direita nomeadamente no que toca a questões em que o poder económico não terá interesse em manipular decisões, como os direitos dos homossexuais ou a questão do aborto, e embora esses assuntos merecem-me a maior atenção não deixaria de salivar de raiva pelo facto que todas as outras questões abordadas já estão mais que decididas e não serão decididas pelo eleitor, tornam-se mera retórica e conversa de café entre os políticos. Esse é o peso de vivermos, no presente a ditadura do capital disfarçada de democracia. e quem está nos assentos parlamentares e vive a plena consciência desses factos continua a usar a máscara para conseguir mais, um ou dois, assentos na cadeirinha do parlamento e no fundo aparecer na ribalta a tecer mais um ou outro comentário de ataque quando, no fundo, todos estão no mesmo barco e vislumbram-se os narizes de pinóquio se estivermos mais atentos.
É incrível como, a crise económica, passou a ser o centro do debate mas da forma mais incrível. porque nenhum dos intervenientes políticos sequer debateu minimamente a questão ao fundo, nem aqueles que jamais ganharão as eleições num futuro próximo. o antídoto para a doença dum sistema caducado será injectar mais confiança nesse sistema. julgo que não houve ninguém que negasse que o que era preciso mais incentivo económico para as empresas, mais confiança para quem sempre nos roubou.
e porque ninguém questiona realmente a origem deste abalo?
e a crise do petróleo passa ao lado de toda agente? e o facto de estarmos inseridos numa economia global que nos torna prisioneiros do poder? e a questão do aquecimento global que se torna cada vez mais irreversível? e questionar o aval ao consumo? o estarmos a esgotar os recursos para manter horários de trabalho cada vez mais preenchidos e ciclo diabólico da produção, consumo, produção consumo?
não estaríamos ao longo do tempo num caminho de evolução em que deixaríamos de trabalhar tanto porque seriamos substituídos por sistemas mais eficientes? e a evolução tecnológica não traria essa eficiência e estaríamos todos mais libertos do trabalho? no entanto, aumentam as horas e diminuem os direitos para assim manterem a confiança toda nas empresas que trazem todo o investimento… não será que no fundo nos engolem e deixam-nos só os restos?
para onde está a ir os dividendos da evolução científica? de que serve tanto conhecimento quando apenas serve os interesses de quem se mantém no poder? qual será o dia que essas questões estarão no debate mediático?
e porque não passam as soluções por criar independência do sistema económico que está a ruir? como, apostar em soluções de economia local e/ou solidária? e implementar soluções independentes do petróleo como agricultura local, hortas comunitárias locais, comunidades locais auto-sustentáveis? e transportes colectivos em vez de carros dependentes dum petróleo controlado pelas guerras e poderio empresarial? e criar a verdadeira soberania alimentar?
tudo isto está a acontecer fora da esfera político-partidária e das televisões! cada vez mais se criam comunidades, eco-aldeias, hortas comunitárias em todo o mundo, mas no debate mediático tudo caminha naquela rua tão estreita, tão estreita que só uma recta vive ali.
e será que nenhum candidato irá questionar o facto de as televisões pertencerem todas a grandes empresas? burrice ou conluio? haverá alguma verdade em deixar ser o tubarão a mostrar a escapatória à presa?
já seria difícil votar em alguém para decidir sobre a nossa comunidade, mais será ainda em todas estas circunstâncias… não votarei…