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porque fico se não pertenço

Posted on November 21st, 2009 by pedrovski
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será do outro lado que segredos viajam. confesso matar a minha vontade porque tenho medo da solidão. cresci para isto, pensar. pensar, pensar… o pensamento uma tormenta viva que enche-me de alegria e dor. posso-me matar e ser assim… assim indiferente. fico à espera de alguém que me diga que não presto para redigir outro pensar. então o pensamento entranha-se na vontade, a vontade gira as palavras. a raiva cresce, o descontentamento ouve-se rígido e forte.
brado aos outros a minha diferença contra a indiferença dum mundo diferente que se estica até romper. não haverá ninguém para ouvir quando realmente desejar berrar.



o ócio do povo

Posted on November 18th, 2009 by pedrovski
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nunca mais atravessarei esse rio…

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surdez

Posted on November 18th, 2009 by pedrovski
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há algo muito frio neste mundo. há uma indiferença que sorri, há uma apatia que cansa. nas restantes florestas ouvem-se berros de revolta.
há um gelo que se formou com a história do velho mundo, com o sofrimento das guerras, das conquistas. o sangue derramado tornou-se indiferente os corações hoje são silenciosos.
os tempos tornaram-se lentamente soníferos para com a violência aos homens e ao mundo.
cresce uma arrogância, uma vontade de tudo dominar, até ao mais ínfimo pormenor. máquinas surdas este homem a arrancar o coração com a lamina duma faca afiada.
quem sente estará condenado às leis do mais adaptado. a vida tornou-se uma morte cruel!



caindo em inconsciência

Posted on November 17th, 2009 by pedrovski
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os anos passam,
vejo o mundo como se tivesse a navegar num barco longe da costa. vejo pássaros, vejo chuva, vejo o céu inclinar-se para os montes. aguenta-me cá em baixo, enquanto passeio e sinto o mundo em calcanhares, deixa-me seguir nesta onda que navega o barco para assim aguentar qualquer dor.
um dia, acho que conseguirei-me ver e realmente partir, libertar-me. só estou à espera duma noite bem escura quando de tudo desacreditar e aí abrir-me e libertar-me.
enquanto o barco navega, e eu sozinho, vivo da pesca, vivo do sal do mar. na costa incêndios deflagram e eu observo o espectáculo, nada me toca. no escuro seguro velas para ver um pouco para lá dos olhos e deixou a luz cegar-me até ficar sem noção do tempo, do espaço, do sentido das coisas.
dizem que há amor, dizem que há amizade, dizem que se grita os pulmões fora por liberdade! eu sinto tudo só dentro de mim. parece-me que lá fora só existe guerra e um veneno ardiloso.

no barco não há casa para voltar, só um caminho eterno, a terra donde vim ainda cheira a queimado. penso coisas que não cabem no passado, ajo com indiferença para o mundo por cá dentro sentir tudo tão perto.



maldito

Posted on November 15th, 2009 by pedrovski
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ladrão dos céus,
desapareces!

sonhei passear na tua nuvem cansado, conheço esse olhar e temo esse passo enraivecido. estarei aqui a respirar balões de ar até explodir o pés.
quando via o urso, raramente queixa-me das dores de costas. agora estou torto a entrar com a cabeça dentro da barriga. as minhas pernas não aguentam o sabor das costas e a espinha dança com timidez.
que sabes tu que vives a roubar os céus? que sabes tu cobrador de sonhos? dás tudo sem sumo!
se não queres esta uva amarga então chama a chama ao céu para arder toda a esperança.
não quero mais promessas nem mentiras feitas à pressão do julgamento!!

foda-se… o corrector ortográfico não sabe foder…



portalegre – porto

Posted on November 13th, 2009 by pedrovski
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era só um palco

Posted on November 13th, 2009 by pedrovski
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não me ressalvo, é o que sinto… palavras sabem como adoro a vida e adoro o mar a bater em mim, mas nada, nenhuma sílaba, letra ou frase pode demonstrar o sentimento de sentir tudo em mim.
não descem lágrimas, só um sentimento forte que sinto a encher o peito e faz esquecer todos os engodos que cresceram dentro da minha história.

deixa as palavras morrerem, deixa o som gritar, deixo a poesia, as lamurias, o peso duma vida inacabada… posso bradar em berro forte e seguro que quero outro desígnio.



ez alucinante

Posted on November 4th, 2009 by pedrovski
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como não sei o que sinto atiro o mundo pelo ar! sou apenas um retrato preso em pensamentos, sou um insecto dentro de ti a tentar sair. ontem tornou-se distante e agora parece tudo tarde, perdido. a pele tornou-se vidro e dentro está tudo vazio…

derramei sementes dentro do teu segredo mas eu sei que elas querem a minha morte! este será o ultimo dia aqui no paraíso esperança, tudo pode-se pintar como sempre desejo e tudo se pode perder em infinitas tardes, infinitas manhãs, sem nunca precisar ser nada. não quero um esforço por ser, toda a manhã passei-a a brincar, toda a manhã senti os meus rugidos, os trovoes, as tempestades de areia a sair da minha boca até nunca, nunca mais parar. tornei-me uma fera sem medo dos felpudos amores, acrobatas intocáveis.

serei apenas um vento desleal, porque segui a não sedução, prefiro ser seduzido dentro, dentro de mim! sopras, crias vendavais, matas o sonho e eu sempre dentro de mim a cantar tornados animais, doenças felizes que crescem dentro, bem dentro de mim!!!



prefiro… à morte

Posted on November 2nd, 2009 by pedrovski
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pergunta-me, pede-me, diz-me… tenta-me, leva-me, ama-me, apaixona-me, entristece-me, alegra-me, mata-me!



gatices

Posted on November 2nd, 2009 by pedrovski
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casamento

Posted on November 2nd, 2009 by pedrovski
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nunca uns dedos tocaram os meus, um sorriso encheu momentos e um mistério tornou-se sedução. está tudo tão quente e confortável, sinto a paixão como um presságio para um caixão fúnebre, mas, não me importo… estarei lá pela primeira vez, e estarei quando chamarem o inferno.

quero sentir-te agarrada a mim na forma do meu corpo, quero juntar-me ao teu lábio. o medo conspira contra a vida, o medo inspira o fim. o medo mata-nos lentamente… a paixão segrega a timidez, o corpo treme, os passos dão-se, as ondas rebentam, perde-se muito no conforto.
dizem que a paixão decresce e a rotina impera, dizem também que o corpo acomoda-se a mente esconde-se e desenha-se finalmente o casamento.