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madeira

Posted on February 24th, 2010 by pedrovski
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a ilha que ás vezes esqueço
saiu às televisões
onde nem reconheci os sítios onde pousei os pés

onde
horas e horas conversei na inocência da idade
sobre um mundo injusto!

natureza cega afundou o alvo errado!
porque os do topo regozijam-se com o dinheiro
vindo para salvar novas construções!

na desgraça os porcos
vêem a oportunidade para sacar mais!

as vítimas nem sabem porque se construiu em cima do caminho das ribeiras, alias nunca souberam porquê que a natureza se tornou tão cruel naquele dia.

paga o justo pelo pecador?



sem título

Posted on February 24th, 2010 by pedrovski
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fantasmas fogem com medo
e o céu arde em perdão!

o destino é arbitrário!
ou a moral é demasiado abstracta…

percebe-se as leis do mundo pela injustiça!
a natureza varre tudo sem perdão…

fui do topo
para apenas descobrir que serve nada
a obediência serve de funeral
ao sonho
e a subversão é a única maneira genuína
de viver com tanta merda
no entanto não alimenta o coração!



cantarás de vitória

Posted on February 20th, 2010 by pedrovski
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o inferno vive da terra
quero mais,
quero muito para mim

o inferno é a terra,
quero tudo para mim
responde-me meu alimento
tiro-te o ar dos pulmões
o novo mundo virá ao som desse aperto

está tudo em guerra,
está tudo a clamar vitória
não há espaço para tanto ego
então aprendo subtilmente a matar

amo o meu retrato
jamais partilhar,
comes do outro prato!



casa

Posted on February 18th, 2010 by pedrovski
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eu tenho uma casa dentro duma rocha. um sítio onde sinto-me seguro e sozinho. e nessa casa que construí para mim há pouco lugar para sonhar e para desaparecer de mim.
na frente da minha casa tenho um árvore da minha idade e seus ramos espelham a minha vida que se espalha em pequenos montes de vitória. tenho saudades de pular de alegria porque consegui algo inacreditável. tenho saudades da surpresa, quer ser surpreendido por alguém, por algo da vida… quero viver caramba!



ninho

Posted on February 12th, 2010 by pedrovski
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que lindos passáros a fazer o ninho, lembram-se de amar seus filhos.



pirâmide

Posted on February 5th, 2010 by pedrovski
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viste? escrevi o meu nome do avesso e peguei em tudo que sentia e escrevi em forma de poema! tu sabes o que sinto? sabes, não sabes? tudo está a desaparecer não está? não tem forma de ser como eu quero? o mundo não é como eu desejo? o desejo muda o mundo? que ficará de mim? enlouquece um pouco e vê-me noutro sentido escrito, eu escrevo o meu nome de várias formas, respeitas e consegues tocar minha mão?

virei pirâmide a caminho de casa e escrevi um canção. estava na ponta da pirâmide e sorri para minha condição! quando coloquei um dos pés fora a tentar calcar o ar descobri que a gravidade existia. nada a dizer da queda, foi um sinal de vida, as lágrimas correram e viraram vapor. eu costumo transpirar o passado de forma mais que adequada, mas agora não percebo, nem quero mais entender de pirâmides, e deixei de ter rumos a temer. no entanto tudo se torna demasiado real… então decidi escrever isto para descrever o quanto real tudo não é; há algo neste velho coração a palpitar e a pedir outro desígnio…

talvez circular…