Posted on March 31st, 2010 by pedrovski
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a chuva bate janelas, o som é perfeito
a música mata-me gentilmente e em prazer…
não preciso escrever, só sentir a pulsação…
a música é uma batida de sentimentos!!
raios te partam porque não sentes???
anda comigo tenho um balão de desejos
sopra comigo e vê como cresce!
merda de sonhos, interrompem o trabalho!
dá-me uma chávena de café morno
quero sentir o azedo mesmo desagradável!
espera que preciso de mijar, não te vás embora,
tenho coisas para te dizer…
Posted on March 27th, 2010 by pedrovski
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- irritas-me!
- porquê?
- porque repetes! aborrecido…
- calo-me então…
- irritas-me!
- porquê?
- porque repetes! és repetitivo…
- a sério? pronto então vou…
- vai mas não me irrites…
- não irrito…
- porque tu quando irritas és mesmo aborrecido, repetitivo.
- então peço desculpa.
- tudo bem, mas irritas mesmo, porque tás sempre a repetir a mesma coisa!
- como assim que coisa…
- sempre a chatear! insistente na mesma coisa! repetitivo
- ok, se calhar, sou chato. vou tentar ser melhor!
- é que senão não dá para aguentar ouvir sempre a mesma coisa!!
- já me tás tu a irritar com a mesma conversa!
- para veres como és!!
- como assim?
- repetitivo, sempre a dizer a mesma coisa!
- que queres que te diga mais!?
- nada, não me chateies a repetir a mesma coisa!
- ok, não te quero chatear, vou tentar não chatear…
- vê lá porque não dá para te tar sempre a ouvir repetir a mesma coisa!!
Posted on March 27th, 2010 by pedrovski
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nos lábios fica mais o mirtilho que o teu jeito; não espero mais…
Posted on March 25th, 2010 by pedrovski
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julgo ser tempo de enfrentar memórias, no mar sorrisos frígidos viajam na vergonha do que eram. queria levar o pânico de hoje ao purgatório para perceber quais foram os seus pecados. a pedra incendeia o sol e guarda o seu calor!
tu estás aí para me trazer o conforto? para me dizer que os fantasmas são apenas sonhos dum amanhã? liberta-me da vergonha…
Posted on March 21st, 2010 by pedrovski
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cisne preto de coração no bico, o meu virou pedra. não me chateies não te estou para ouvir mais, acabou, finito. liga-me mais tarde quando tiveres vida para contar. não consigo esmagar o meu cérebro, então dou-lhe umas picadas de agulha!
cala-te não te estou para ouvir! fica bem mas do outro lado do planeta! tou farto de sentir!! quero ser normal hoje, só hoje e depois posso viver novamente e pesar a não vida em ti.
caminho por dentro dos meus olhos, nesta velha mansão de jardins e poetas cheios de sangue nos lençóis. sim é o meu cérebro que falo, está cansado do nada que desliza nesta cidade e neste sonho estúpido de encontrar vida na morte. desmaia, desmaia meu amigo para sonhares e não viveres. cala-te, entretém-te na noite enquanto estiveres a dormir podes seguir mãos dadas com as tuas personagens idílicas porque esta vida não tem nada para ti, ela só te mostra a morte!! preciso berrar para caíres redondo no chão e ficares aí caladinho? viaja para o outro mundo, desmaia…
Posted on March 17th, 2010 by pedrovski
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em lençois de barro era só encher esta sala de berro!!!
Posted on March 15th, 2010 by pedrovski
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guardo todas as histórias da luz e dos olhos
a dor é dissente do meu presságio
tudo está fluído e translúcido,
demasiado…
guardo o sol da extravagância
e deixo a noite sorrir o meu pesar
o vento rebentou na praia e só queria ver o mar,
estou sem alma e fechei o meu coração
porque ninguem espera por mim
todos os momentos que sorri
não estarão lá jamais…

Posted on March 14th, 2010 by pedrovski
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estava encostado a cheirar chamas
aprendi um novo alfabeto
conheci outro vinho e outra conversa
respirei desejo de nunca perder
revi saudades
matei o ausente
incendiei o meu quintal
desejei tudo ser mais certo!
Posted on March 1st, 2010 by pedrovski
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acorda meu amigo, deus tem algo para te dizer… mudanças aparecem, apanha e faz-te homem!
a luz não brilha até seres um homem, engole e tudo e explode o teu sentido de humor. faz cara séria e não chores a tua tragédia. tudo funciona na perfeição, e tudo está no caminho certo se tu souberes manter-te erecto nessa linha.
tens de subir todas as montanhas e ser o mais bravo do monte. engole o vento e o fogo, torna-te imperceptível na sombra e candeeiro na escuridão. caminha com certezas e distinção. faz do mundo tu, teu, só tu conquistas o mundo, só tu és dono do mundo!
tudo porque lá bem no fundo não vales nada nem o mundo que vendes! o raio parta o teu inferno, e que se fodam as tuas normas!