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		<title>homem</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 14:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrovski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[acorda meu amigo, deus tem algo para te dizer&#8230; mudanças aparecem, apanha e faz-te homem!
a luz não brilha até seres um homem, engole e tudo e explode o teu sentido de humor. faz cara séria e não chores a tua tragédia. tudo funciona na perfeição, e tudo está no caminho certo se tu souberes manter-te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>acorda meu amigo, deus tem algo para te dizer&#8230; mudanças aparecem, apanha e faz-te homem!<br />
a luz não brilha até seres um homem, engole e tudo e explode o teu sentido de humor. faz cara séria e não chores a tua tragédia. tudo funciona na perfeição, e tudo está no caminho certo se tu souberes manter-te erecto nessa linha.</p>
<p>tens de subir todas as montanhas e ser o mais bravo do monte. engole o vento e o fogo, torna-te imperceptível na sombra e candeeiro na escuridão. caminha com certezas e distinção. faz do mundo tu, teu, só tu conquistas o mundo, só tu és dono do mundo!</p>
<p>tudo porque lá bem no fundo não vales nada nem o mundo que vendes! o raio parta o teu inferno, e que se fodam as tuas normas!</p>
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		<title>madeira</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 14:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrovski</dc:creator>
				<category><![CDATA[textos soltos]]></category>

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		<description><![CDATA[a ilha que ás vezes esqueço
saiu às televisões
onde nem reconheci os sítios onde pousei os pés
onde
horas e horas conversei na inocência da idade
sobre um mundo injusto!
natureza cega afundou o alvo errado!
porque os do topo regozijam-se com o dinheiro
vindo para salvar novas construções!
na desgraça os porcos
vêem a oportunidade para sacar mais!
as vítimas nem sabem porque se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a ilha que ás vezes esqueço<br />
saiu às televisões<br />
onde nem reconheci os sítios onde pousei os pés</p>
<p>onde<br />
horas e horas conversei na inocência da idade<br />
sobre um mundo injusto!</p>
<p>natureza cega afundou o alvo errado!<br />
porque os do topo regozijam-se com o dinheiro<br />
vindo para salvar novas construções!</p>
<p>na desgraça os porcos<br />
vêem a oportunidade para sacar mais!</p>
<p>as vítimas nem sabem porque se construiu em cima do caminho das ribeiras, alias nunca souberam porquê que a natureza se tornou tão cruel naquele dia.</p>
<p>paga o justo pelo pecador?</p>
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		<title>sem título</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 14:06:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrovski</dc:creator>
				<category><![CDATA[textos soltos]]></category>

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		<description><![CDATA[fantasmas fogem com medo
e o céu arde em perdão!
o destino é arbitrário!
ou a moral é demasiado abstracta&#8230;
percebe-se as leis do mundo pela injustiça!
a natureza varre tudo sem perdão&#8230;
fui do topo
para apenas descobrir que serve nada
a obediência serve de funeral
ao sonho
e a subversão é a única maneira genuína
de viver com tanta merda
no entanto não alimenta o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>fantasmas fogem com medo<br />
e o céu arde em perdão!</p>
<p>o destino é arbitrário!<br />
ou a moral é demasiado abstracta&#8230;</p>
<p>percebe-se as leis do mundo pela injustiça!<br />
a natureza varre tudo sem perdão&#8230;</p>
<p>fui do topo<br />
para apenas descobrir que serve nada<br />
a obediência serve de funeral<br />
ao sonho<br />
e a subversão é a única maneira genuína<br />
de viver com tanta merda<br />
no entanto não alimenta o coração!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>cantarás de vitória</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 15:57:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrovski</dc:creator>
				<category><![CDATA[galeria fotos]]></category>
		<category><![CDATA[textos soltos]]></category>

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		<description><![CDATA[o inferno vive da terra
quero mais,
quero muito para mim
o inferno é a terra,
quero tudo para mim
responde-me meu alimento
tiro-te o ar dos pulmões
o novo mundo virá ao som desse aperto
está tudo em guerra,
está tudo a clamar vitória
não há espaço para tanto ego
então aprendo subtilmente a matar
amo o meu retrato
jamais partilhar,
comes do outro prato!

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>o inferno vive da terra<br />
quero mais,<br />
quero muito para mim</p>
<p>o inferno é a terra,<br />
quero tudo para mim<br />
responde-me meu alimento<br />
tiro-te o ar dos pulmões<br />
o novo mundo virá ao som desse aperto</p>
<p>está tudo em guerra,<br />
está tudo a clamar vitória<br />
não há espaço para tanto ego<br />
então aprendo subtilmente a matar</p>
<p>amo o meu retrato<br />
jamais partilhar,<br />
comes do outro prato!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://pedrog.pegada.net/wp-content/uploads/2010/02/DSC0017111.jpg"><img class="size-full wp-image-1006 aligncenter" title="DSC0017111" src="http://pedrog.pegada.net/wp-content/uploads/2010/02/DSC0017111.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
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		<title>casa</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 13:56:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrovski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[eu tenho uma casa dentro duma rocha. um sítio onde sinto-me seguro e sozinho. e nessa casa que construí para mim há pouco lugar para sonhar e para desaparecer de mim.
na frente da minha casa tenho um árvore da minha idade e seus ramos espelham a minha vida que se espalha em pequenos montes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>eu tenho uma casa dentro duma rocha. um sítio onde sinto-me seguro e sozinho. e nessa casa que construí para mim há pouco lugar para sonhar e para desaparecer de mim.<br />
na frente da minha casa tenho um árvore da minha idade e seus ramos espelham a minha vida que se espalha em pequenos montes de vitória. tenho saudades de pular de alegria porque consegui algo inacreditável. tenho saudades da surpresa, quer ser surpreendido por alguém, por algo da vida&#8230; quero viver caramba!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://pedrog.pegada.net/wp-content/uploads/2010/02/DSC00210111.jpg"><img class="size-full wp-image-1003 aligncenter" title="DSC00210111" src="http://pedrog.pegada.net/wp-content/uploads/2010/02/DSC00210111.jpg" alt="" width="400" height="533" /></a></p>
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		<title>ninho</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 02:38:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrovski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[que lindos passáros a fazer o ninho, lembram-se de amar seus filhos.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>que lindos passáros a fazer o ninho, lembram-se de amar seus filhos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>pirâmide</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 03:26:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrovski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[viste? escrevi o meu nome do avesso e peguei em tudo que sentia e escrevi em forma de poema! tu sabes o que sinto? sabes, não sabes? tudo está a desaparecer não está? não tem forma de ser como eu quero? o mundo não é como eu desejo? o desejo muda o mundo? que ficará [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>viste? escrevi o meu nome do avesso e peguei em tudo que sentia e escrevi em forma de poema! tu sabes o que sinto? sabes, não sabes? tudo está a desaparecer não está? não tem forma de ser como eu quero? o mundo não é como eu desejo? o desejo muda o mundo? que ficará de mim? enlouquece um pouco e vê-me noutro sentido escrito, eu escrevo o meu nome de várias formas, respeitas e consegues tocar minha mão?</p>
<p>virei pirâmide a caminho de casa e escrevi um canção. estava na ponta da pirâmide e sorri para minha condição! quando coloquei um dos pés fora a tentar calcar o ar descobri que a gravidade existia. nada a dizer da queda, foi um sinal de vida, as lágrimas correram e viraram vapor. eu costumo transpirar o passado de forma mais que adequada, mas agora não percebo, nem quero mais entender de pirâmides, e deixei de ter rumos a temer. no entanto tudo se torna demasiado real&#8230; então decidi escrever isto para descrever o quanto real tudo não é; há algo neste velho coração a palpitar e a pedir outro desígnio&#8230;</p>
<p>talvez circular&#8230;</p>
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		<title>caixote de antenas</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 03:13:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrovski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[cordeiro do senhor, fui desempenhando o seu papel sem fome, queria um dia ser como deus. matei-me no dia seguinte perante a televisão&#8230; dentro, nada vai mudar o mundo, apaga-me do mundo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>cordeiro do senhor, fui desempenhando o seu papel sem fome, queria um dia ser como deus. matei-me no dia seguinte perante a televisão&#8230; dentro, nada vai mudar o mundo, apaga-me do mundo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>mandanovo</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 00:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrovski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[a mente está clara, o vento chamou outro dia. o tempo ditou que a guerra terminasse e agora estou num mistério em que todo o futuro está interdito, escuro mas desejado, sensual.
as certezas formam-se num bolo maior que as minhas mãos, desejo a inocência infantil de nunca ter tocado na subtileza dos sentimentos e da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a mente está clara, o vento chamou outro dia. o tempo ditou que a guerra terminasse e agora estou num mistério em que todo o futuro está interdito, escuro mas desejado, sensual.<br />
as certezas formam-se num bolo maior que as minhas mãos, desejo a inocência infantil de nunca ter tocado na subtileza dos sentimentos e da vida. tudo no passado agora parece-me iluminado e me traz uma segurança impermeável, mas a virgindade da vida é tão doce&#8230;</p>
<p>deixa-me que quero que tudo voe e comece de novo e que venha de novo uma dor, um prazer, um encontro diferente, uma vida sem o pano do palco. deixa tudo começar de novo, deixa vir esta nova vida que me envenene, me acorde, me atire ao chão e me leve ao céu!<br />
gostava deste vez de levantar o véu e descobrir e descobrir e descobrir&#8230;<br />
lá fora vivem numa avareza sem fim, não preciso disso para ser livre, descobre-se com o tempo que os sonhos são mais reais que as ordens do mundo, e descobre-se com o tempo que todas as certezas derrubam-se com um bater de palmas&#8230; não te zangues comigo vizinho meu, mas sigo agora sem ti&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>porto o lado iluminado</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 18:32:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedrovski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[quando se chega o comboio atravessamos a ponte e sente-se a cidade com as suas casinhas pequenas coloridas e o rio majestoso a apanhar um pouco de sol na sua cor azul e verde. a ribeira do porto, quase se vislumbra como nasceu.
a passear à beira rio, os barquinhos de pescadores faz-nos lembrar que há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>quando se chega o comboio atravessamos a ponte e sente-se a cidade com as suas casinhas pequenas coloridas e o rio majestoso a apanhar um pouco de sol na sua cor azul e verde. a ribeira do porto, quase se vislumbra como nasceu.<br />
a passear à beira rio, os barquinhos de pescadores faz-nos lembrar que há algo mais que uma sociedade tecnocrata de prédios e gente executiva. o porto não é uma cidade típica europeia. mistura-se um pouco com a sua antiguidade e as pessoas parece que estão com um pé atrás e outro à frente no tempo. embora conservadores, reaccionários, há algo verdadeiro nas suas faces enrugadas. os velhinhos indiferentes ao mundo, muitos velhinhos simpáticos, sorridentes.<br />
o fado canta-se por vezes sem a cabeça levantada e não é um desfile histórico mas sim uma vivência do dia-a-dia e um sentimento para muita gente.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://pedrog.pegada.net/wp-content/uploads/2010/01/000071.jpg"><img class="size-full wp-image-989 aligncenter" title="000071" src="http://pedrog.pegada.net/wp-content/uploads/2010/01/000071.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
]]></content:encoded>
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